Numa altura em que acaba de apresentar a apenas oitava geração – em quase 100 anos de existência – do seu modelo de referência, o Phantom, a Rolls-Royce admite a possibilidade de aumentar a sua oferta, embora saliente não ver necessidade de enveredar por esse caminho. Mas se o fizer fica a garantia de que, sejam quais forem as opções, a exclusividade continuará intocada. E com preços a condizer, já que não haverá qualquer novo modelo abaixo do Ghost e para um patamar inferior aos cerca de 340 mil euros que este exige.

Já com algumas novidades confirmadas para o futuro próximo, nomeadamente e pela primeira vez na sua história, o lançamento de um SUV, a que será dado o nome Cullinan, a Rolls-Royce poderá, contudo, não ficar por aqui. Ainda que, conforme refere a britânica Autocar, um possível crescimento da gama passe não tanto por novos modelos, mas mais por derivações da oferta já existente.

Segundo faz questão de garantir o CEO da mítica marca de luxo, Torsten Müller-Ötvös, “não existe qualquer pressão para crescer” na Rolls-Royce, sendo que uma evolução nesse sentido seria, inclusivamente, “prejudicial”. Em declarações à revista britânica, o responsável defende que “volumes são algo nonsense, recordando que “os clientes não gostam de ver outros Rolls-Royce na estrada, além do seu”.

No entanto, e após um ano de 2016 em que vendeu mais de 4000 carros, a Rolls-Royce parece caminhar para números anuais a rondar as 5.000 unidades, especialmente a partir do momento em que colocar no mercado, em 2019, o Cullinan. Modelo que, assume Müller-Ötvös, “trará novos clientes para a marca”.

Torsten Müller-Ötvös

Noutros segmentos, a aposta deverá passar por variações da oferta já existente e, nomeadamente, de modelos mais “acessíveis”, como o Dawn ou o Wraith. Continuando fora de hipótese, por exemplo, criar Phantom Coupé ou Convertible. Tal como não está no horizonte a possibilidade de vir a lançar um modelo mais pequeno que a actual proposta de entrada na marca, o Ghost.

Até ao momento, têm sido precisamente os modelos mais “acessíveis”, como o Dawn, o Wraith e até mesmo o Ghost, que têm dado origem a versões mais desportivas, como as Black Badge. Sendo desta forma que a Rolls-Royce admite expandir a sua actual gama, acrescenta a Autocar.