Rádio Observador

Fogo de Pedrógão Grande

António Costa responsabiliza PT pelo “colapso” do SIRESP

2.005

O primeiro-ministro diz, ao Expresso, que "o colapso do SIRESP resultou do colapso da rede da PT" e admite que o sistema de comunicações de urgência passe a funcionar com outra operadora.

Em 2005, quando era ministro da Administração Interna, António Costa assinou o contrato com o SIRESP

MÁRIO CRUZ/LUSA

O primeiro-ministro diz que que “o colapso do SIRESP resultou do colapso da rede da PT” quando se referia à falha daquele sistema de comunicação durante o incêndio que matou pelo menos 64 pessoas em Pedrógão Grande. As novas acusações de António Costa à operadora controlada pela Altice foram feitas ao semanário Expresso.

“O que falhou foi que grande parte daquela rede [SIRESP] assenta na rede fixa da PT. A rede fixa da PT assenta em cabos aéreos que obviamente, numa zona florestal que está a arder, ardem. E portanto colapsam as comunicações”, disse o primeiro-ministro. Em 2005, como ministro da Administração Interna, António Costa assinou o contrato com o SIRESP.

António Costa disse que é “inadmissível que as redes de comunicações junto a estradas nacionais que já têm calhas técnicas que não estejam enterradas e continuem com os cabos aéreos”. O enterramento das infraestruturas nestes locais, o que exige um investimento muito avultado, poderá ser a solução.

Sobre a continuidade do SIRESP, o primeiro-ministro abriu a hipótese de o sistema de comunicação de urgências passar a funcionar com outra rede. Se o serviço fornecido não melhorar, António Costa diz que “o SIRESP terá de arranjar outra operadora que não a PT para suportar as suas comunicações, porque a verdade é que houve umas [operadoras] que mantiveram o funcionamento e outras que colapsaram”.

De resto, o primeiro-ministro deixou claro que, a haver um corte, este será sempre com a PT e não com o SIRESP. Sobre “rasgar o contrato” ou até nacionalizar o SIRESP, responde que “qualquer uma dessas medidas não resolveria o problema”. O Expresso acrescenta que António Costa abordou as falhas no sistema de comunicações de emergência com o dono da Altice, quando Patrick Drahi foi a S. Bento apresentar a proposta de compra da Media Capital em julho.

Ainda sobre o SIRESP, António Costa adiantou que a ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, “está precisamente neste momento a trabalhar com o SIRESP para que seja dotado das redundâncias necessárias para que este sistema não falhe”.

António Costa partilha ainda um episódio caricato durante os dias do incêndio de Pedrógão Grande. Depois de ter passado dois dias sem conseguir falar com o presidente da Câmara de Castanheira de Pera, que o primeiro-ministro diz estar então “completamente incontactável”, António Costa deu-lhe um telemóvel de uma outra rede em pleno teatro de operações. “Mais de 24 horas depois, aquela rede continuava a não funcionar. Se acha isto normal, eu não acho normal”, disse.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros de órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: jadias@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)