Uma turista espanhola morreu esta segunda-feira depois de ter sido baleada pela Polícia Militar na maior favela do estado brasileiro do Rio de Janeiro, a Rocinha, confirmaram as autoridades.

A Polícia Militar esclareceu, numa nota de imprensa enviada à Lusa, que o incidente aconteceu quando o motorista do carro onde a turista viajava se recusou a parar numa barreira policial.

“Por volta das 10h30 (13h30 Lisboa), um veículo Fiat Fremont rompeu o bloqueio policial no Largo do Boiadeiro [na Rocinha]. Houve reação da guarnição, atingindo o veículo”, informaram as autoridades policiais.

“Durante a abordagem, verificou-se que se tratava de um veículo para transporte de turistas. Uma mulher espanhola ferida foi socorrida no Hospital Miguel Couto, mas não resistiu”, completaram.

A vítima foi identificada como Maria Esperanza Ruiz Jimenez e tinha 67 anos.

Além do incidente com a turista espanhola, a Rocinha voltou a registar novos confrontos entre policiais e traficantes.

Segundo a polícia militar, policiais do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq) entraram em confronto com criminosos em duas zonas da Rocinha, a primeira conhecida pelo nome de 199 e a segunda chamada de Rua 1.

“Dois policias ficaram feridos e foram encaminhados ao Hospital Miguel Couto. Uma pistola Glock com kit de rajada foi apreendida nesse confronto. Um criminoso [chamado pelo apelido de] ferido também foi socorrido no mesmo hospital”, informaram as autoridades.

O Rio de Janeiro vive uma nova onda de violência, que já levou à mobilização das autoridades locais e federais para conter a ação de traficantes nas favelas da cidade.

Face à incapacidade da polícia local para controlar a situação, o Governo federal enviou em agosto 8.500 militares para ajudar a impedir os conflitos entre traficantes que disputam o controlo das favelas e o mercado de venda de drogas no Rio de Janeiro.