Videojogos

PlayStation: God of War e Ghost of Tsushima passaram por Paris

Pelo terceiro ano consecutivo a Sony PlayStation decide aproveitar a falta de concorrência do espaço mediático da Paris Games Week para “rematar” o ano com algumas notícias em torno do futuro próximo.

Marco Janeiro/Rubber Chicken

Autor
  • Rubber Chicken

Ao contrário do que foi feito até 2014, em que a Sony aproveitava o ciclo de conferências que iniciava em Julho com a E3 e encerrava a ronda um mês depois, na Gamescom, agora é outra das grandes feiras europeias a receber esse destaque, e sem ter que dividir a atenção do público e jornalistas visto que nenhuma das grandes concorrentes utiliza a Paris Games Week para revelar novos títulos.

A convite da PlayStation Portugal fomos até Paris para assistir na primeira pessoa à conferência onde foram revelados alguns títulos para 2018, desde o promissor Ghost of Tsushima, que deixou todos boquiabertos com a sua interpretação do Japão feudal e do império Mongol, para além da sequela do genial indie canadiano Guacamelee 2 e LocoRoco 2, a continuação do colorido jogo infantil desenvolvido in-house pela Sony.

Os indies foram, aliás, alguns dos grandes destaques da PlayStation nesta PGW. Para além de Spelunky 2, o visual (e emocionalmente) brilhante Concrete Genie e Star Child, foram muitos os títulos apresentados a demonstrar que a PlayStation continua a ser uma opção viável para o mercado independente, numa época em que a saturação do sub-mercado chega a quase todas as plataformas.

Mas foram os novos vídeos e trailers dos títulos “de peso” que chegarão até ao próximo ano que causaram burburinho, a começar por God of War, o novo jogo da famosa série que começou na PlayStation 2 e que faz agora a passagem de testemunho entre Kratos e o seu filho.

Detroit: Become Human é o novo jogo de David Cage, que demonstra novamente as possibilidades narrativas de ramificação de escolhas. Tivemos a oportunidade de jogar um capítulo e de perceber na primeira pessoa como é que esta espécie de Blade Runner que coloca (novamente) a discussão entre a humanidade e a existência artificial, e de que forma é que as nossas decisões criam novas e diferentes histórias, e que provam o porquê deste ser um dos jogos mais esperados para os próximos meses.

Mais um trailer pesado de The Last of Us Part II, que serviu para o crescendo de expectativa em torno do novo título da Naughty Dog, e novo vídeo de Spider-Man, que demonstra a parte mais pessoal do personagem e do seu “papel” dividido entre Peter Parker e o famoso herói aracnídeo neste mundo aberto que arrebatou todos desde o seu anúncio. Falando ainda em trailers, Shadow of the Colossus, uma das obras-primas dos videojogos, recebeu na PGW um novo trailer do seu remake.

Ao nível de títulos jogáveis na feira pudemos já experimentar a primeira expansão de Destiny 2, que sairá dia 5 de Dezembro e terá como nome The Curse of Osiris, além da primeira expansão a um dos candidatos a melhor jogo de 2017, Horizon Zero Dawn. The Frozen Wilds que chegará na próxima semana. Contará com mais 15 horas de conteúdo, e que levará Aloy até às terras da tribo Banuk.

Para finalizar, a demonstrar a aposta no sistema Playlink que permite transformar os nossos smartphones em comandos para a PS4, jogámos o título Erica, um filme interativo onde as nossas decisões vão criando seguimentos e finais diferentes para a história. O que mais nos impressionou foi a forma como a nossa interação com o smartphone leva a diferenças no próprio jogo/filme, como a possibilidade de interagirmos com objetos com a intensidade e velocidade que quisermos e isso ter “tradução” direta no ecrã da TV.

Para encerrar a nossa viagem até Paris, tivemos a oportunidade para conversar com Michael-Denny, o Vice-Presidente da Sony Computer Entertainment Worldwide Studios, sobre os anúncios da Sony e o que nos espera para a PlayStation 4.

É um dado adquirido que os exclusivos são a força de qualquer plataforma. Com o sucesso da PS4 poder-se-ia assumir que a Sony iria desacelerar a velocidade de produção, mas tal não aconteceu. Porque é que continuam a correr em direção ao topo, quando as vossas vendas já vos colocam lá?
Porque a PS4 tem tanto impulso, e os nossos fãs querem sempre o melhor, dizemos ser o melhor “local” para jogar, queremos dar essas experiências a qualquer altura. É ótimo que nesta fase no ciclo de vida da consola podemos anunciar tantos grandes e bons jogos, novos conteúdos para Horizon: Zero Dawn, novos AAA da Sucker Punch como Ghost of Tsushima ou jogos criativos e excitantes da PixelOpus como Concrete Genie, novos jogos Playlink como Erica ou novos jogos VR como Blood and Truth.

Acreditamos que na maioria das áreas é a competição o combustível do progresso, e os mercados culturais e tecnológicos são disso exemplo. Sente que a PlayStation está a concorrer sozinha no mercado das consolas domésticas?
Concordo totalmente que a competição é muito importante, e é boa em qualquer indústria em particular na nossa, mantém-nos sem ilusões, alerta e claro que temos que estar focados nas nossas plataformas e nos nossos jogadores. Por isso tentamos sempre dar algo novo e excitante aos nossos jogadores, sejam AAA, sejam novas experiências como no Playlink ou seja introduzir novo hardware que dê experiências novas como o VR. Tentamos sempre dar-lhes as melhores experiências.

Com tantos títulos “grandes” e pequenos indies a serem anunciados entre a E3 e a Paris Games Week, quais prevê que venham a ser jogos obrigatórios da plataforma?
Sabes, falámos de até 40 updates e são todos excitantes, e estamos entusiasmados por eles todos, por isso estavam aqui no Paris Games Week, e são todos diferentes de alguma maneira, o que queremos é dar aos nossos jogadores essa experiência e dar-lhes um vasto leque de opções para eles escolherem. Como dizes, desde o pequeno indie como The Gardens Between, a AAA como Ghost of Tsushima, títulos Playlink como Erica ou grandes títulos VR como Blood and Truth, deixamos sempre aos nossos jogadores a opção do conteúdo que preferem.

O PSVR é um sucesso comercial, mas este novo media, a Realidade Virtual, está ainda na sua infância e falta-lhe um grande título que leve o VR para as massas. Acha que estamos prestes a encontrar esse jogo, e acredita que o PSVR será a sua plataforma nativa?
A primeira coisa que podemos dizer sobre o PSVR é que é uma experiência excitante, tem sido entusiasmante trabalhar sobre isto e o conteúdo está cada vez melhor. Estamos a ver os developers a entenderem o meio cada vez melhor, e mais uma vez, quase metade da nossa participação aqui foi com conteúdo VR que mostra o entusiasmo da comunidade criativa. Temos todo o tipo de conteúdo, de casual a core, de pequeno a grande. Grandes AAA como GT Sport, como Resident Evil, como Skyrim têm VR como parte deles, mas como já disse algumas vezes, alguns dos títulos breakthrough vão ser aqueles criados de raiz, como Blood and Truth como uma experiência VR a sério, pegar em estilos populares como Action-Adventure e pensar “como funcionaria bem em VR?” Eu adoraria que toda a gente fosse testar as demos de Blood and Truth só para estarem no meio de um jogo de aventura e sentirem-se como o herói.

Há mais de 20 anos iniciou a sua carreira na Psygnosis. Com o lançamento recente de WipeOut Remastered, poderemos sonhar com um jogo novo da famosa série?
Boa pergunta. Sim, estive lá quando saiu o original e foram dias fantásticos, o lançamento da PS, e é um jogo que esteve em todas as plataformas, é um jogo que saiu agora a edição Remastered para a PS4 e tem um visual soberbo na PSPro em 4K nativo, por isso é fantástico. Acho que toda a gente está a apreciar a experiência de WipeOut na PS por agora, mas não tenho nada para anunciar hoje. É excitante jogar nesta plataforma também.

Texto de Ricardo Correia, entrevista de Marco Janeiro e tradução de João Machado. Rubber Chicken

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