Entre janeiro e novembro do ano passado, o Ministério da Administração Interna registou 400 atropelamentos com fuga, dos quais resultaram cinco vítimas mortais. Os dados são publicados na edição desta quinta-feira do Jornal de Notícias (JN), que adianta que as autarquias serão obrigadas a tomar medidas para reduzir o número de atropelamentos.

Para esta sexta-feira está prevista uma reunião da Comissão Interministerial de Segurança Rodoviária, que servirá para “ponderar novas medidas” que permitam melhorar os registos em matéria de acidentes de mota, condução sob efeito de álcool e atropelamentos. Os cinco mortos com atropelamento e fuga integram um universo maior de atropelamentos que provocaram a morte dos peões: houve 76 vítimas em todo o país, segundo dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária avançados pelo JN.

As autarquias serão chamadas a contribuir para reduzir o número de atropelamentos. Está em curso o Plano Estratégico Nacional de Segurança Rodoviária 2020 do Governo, que, por exemplo, obriga as câmaras municipais a fixar “metas” para a redução de peões mortos ou feridos com gravidade na sequência de atropelamentos. Mas também responsabiliza os peões a atravessar a estrada nas passadeiras e as autoridades policiais, que estarão mais atentas aos pontos negros e ao uso de telemóvel, velocidade excessiva e condução sob efeito de álcool nesses locais.