Rádio Observador

Dinheiro

Aproveite o euro forte. 10 destinos económicos para as próximas férias

507

Graças aos movimentos dos câmbios, não tem de estourar o orçamento nas férias. Nestas propostas, há muita cultura e aventura, algumas pirâmides, vários animais selvagens e excelentes praias.

BORIS ROESSLER/EPA

É uma oportunidade única para viajar para longe: o euro está forte, o que significa que as despesas fora da Europa pesam menos. Se gastar agora 100 dólares norte-americanos nos Estados Unidos da América, o câmbio é 14% mais baixo do que há um ano. Isto acontece com quase todas as divisas.

O Observador analisou os custos de transporte, estadia e alimentação em 55 destinos populares para lhe dizer quais são os mais económicos para as próximas férias. Estimámos o custo de uma viagem entre os dias 27 de junho e 3 de julho de 2018. Pesquisámos os voos mais baratos para a cidade servida pelo aeroporto de cada país com mais tráfego internacional ou para a capital. Usámos o motor de pesquisa do Skyscanner. Calculámos a média do custo de cinco noites em cinco hotéis de quatro estrelas na mesma cidade. A pesquisa usou o comparador Trivago, filtrando pelos hotéis com classificação mais alta e, sempre que possível, a cinco quilómetros do centro da cidade.

Para somar as despesas alimentares, aplicámos o Índice Big Mac: um estudo da revista The Economist que reúne e compara os preços mundiais dos hambúrgueres da McDonald’s. Nas simulações, assumimos uma despesa por refeição equivalente a cinco vezes o preço local de um Big Mac — em Portugal, as refeições ficariam em 16,25 euros. Não recomendamos, claro, que os turistas comam unicamente hambúrgueres.

Quatro destinos a que vale a pena ir na Europa

A proximidade dos destinos europeus reduz os custos de transporte nas férias. Quem tem o orçamento mais apertado deve preferir descansar na Europa.

Kiev, Ucrânia

O Mosteiro de Kiev-Petchersk é o local mais visitado pelos turistas em Kiev.

A Ucrânica já era barata, mas mais barata ficou depois de uma depreciação de 18% da hryvnia face ao euro. A capital ucraniana pode ser vista como um destino aventureiro, em particular devido às tensões entre o governo e as forças separatistas. No entanto, a secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas do Ministério dos Negócios Estrangeiros apenas desaconselha os viajantes nacionais a evitarem as deslocações às regiões no leste e no sudoeste da Ucrânia. Kiev posiciona-se a norte, a cerca de 100 quilómetros da Bielorrússia.

Vílnius, Lituânia

Vílnius

Em junho não haverá neve em Vílnius: a temperatura média será de 16 graus.

A Lituânia já aderiu ao euro, mas os preços dos voos para a capital desceram. Não há voos diretos para Vílnius, mas, através de uma escala em Frankfurt, a Lufthansa faz o transporte por menos de 250 euros em junho do próximo ano.

O desenvolvimento cultural e arquitetónico da Europa oriental deve muito a Vílnius, o que se nota nos edifícios góticos, renascentistas, barrocos e neoclássicos. Apesar das muitas invasões e destruições registadas desde os tempos medievais, o esplendor do centro histórico levou-o a ser classificado como Património Mundial pela Unesco.

Varsóvia, Polónia

A Coluna de Sigismundo, em frente ao Castelo Real de Varsóvia, é um dos principais pontos turísticos da capital polaca.

Varsóvia foi destruída na Segunda Guerra Mundial, mas o ritmo de recuperação foi acelerado. Pode ser ainda um trampolim para conhecer Cracóvia, a 300 quilómetros, e o litoral de Gdansk, 40 quilómetros mais longe.

Não foi o movimento cambial que colocou a Polónia no topo dos destinos mais baratos. Aliás, o zlóti subiu 5% face ao euro no último ano. É nos preços dos voos que a capital polaca mais surpreende: fazendo escala numa capital europeia, como Amesterdão ou Zurique, é possível ir e vir ao aeroporto Chopin por cerca de 150 euros por pessoa.

Istambul, Turquia

A Mesquita do Sultão Ahmed (conhecida como Mesquita Azul) é um dos edifícios mais fotogénicos de Istambul.

Não está totalmente dentro da Europa: Istambul está dividida entre o Velho Continente e a Ásia pelo estreito do Bósforo.

Depois dos conflitos internos se terem dissipado, o preços dos hotéis na região voltaram a subir. Todavia, graças à subida de 12% do euro face à lira turca, a alimentação e o alojamento em Istambul fica entre as mais baratas dos 55 destinos analisados. Os voos não retiram a vantagem económica de visitar Istambul: é possível comprar um bilhete de ida e volta para o aeroporto Atatürk por menos de 230 euros.

Frankfurt, Alemanha

Vista noturna do Rio Meno, em Frankfurt.

Frankfurt é o segundo destino mais barato para quem não quer fazer conversões cambiais, a seguir a Vílnius. A cidade, onde se situa a sede do Banco Central Europeu, não é barata ao nível dos restaurantes e hotéis. Todavia, os voos estão entre os mais baratos: menos de 100 euros para um bilhete de ida e volta para o aeroporto Frankfurt–Hahn, que, no entanto, está a cerca de 120 quilómetros do centro da cidade.

E cinco ótimas opções para fora da Europa

O custo de voar para fora da Europa é mais elevado (entre o dobro e o triplo, em média), mas é, muitas vezes, compensado pelas reduzidas despesas em restauração e estadia.

Cairo, Egito

A Grande Esfinge protege a entrada do Planalto de Gizé.

Entre os 55 destinos avaliados pelo Observador, o Cairo é o que tem o segundo indicador de custos de refeições mais baixo, a seguir a Kiev. Um hambúrguer Big Mac na capital egípcia custa menos de metade do preço praticado em Portugal. Não se restrinja aos restaurantes McDonald’s: vale a pena experimentar o centenário kushari – um prato tradicional composto por arroz, massa, grão, tomate, cebola e lentilhas – e arriscar na cozinha egípcia mais moderna.

Quem visita o Cairo é obrigado a visitar algumas pirâmides, a Grande Esfinge de Gizé e o Museu Egípcio, que alberga o tesouro do faraó Tutancámon. Mesmo isso é barato: a entrada no museu ou o acesso ao Planalto de Gizé (que inclui várias pirâmides e túmulos) custa, no máximo, cerca de 2,70 euros por pessoa.

Joanesburgo, África do Sul

A visita ao Parque Nacional Kruger custa cerca de 22 euros por dia para cada adulto, mas as despesas sobem se quiser pernoitar na reserva.

É possível comprar uma viagem para Joanesburgo, com uma escala obrigatória numa capital europeia, por pouco mais de 520 euros. A estes preços juntam-se as despesas reduzidas em alimentação e em alojamento em Joanesburgo. Todavia, é pouco provável que os gastos de uma família que visite a África do Sul se resumam ao transporte, à comida e à dormida. A nação é conhecida pela sua oferta na área da Natureza, com o Parque Nacional Kruger a liderar as atrações turísticas.

Dubai, Emirados Árabes Unidos

O panorama da costa do Dubai revela o edifício mais alto do mundo, o Burj Khalifa (às esquerda), o hotel de luxo Burj Al-Arab (ao centro) e o Jumeirah Beach Hotel (à direita).

A queda do dirame dos Emirados Árabes Unidos pode ser uma oportunidade para os turistas portugueses visitarem o Dubai. A divisa emiradense desceu mais de 14% face ao euro nos últimos 12 meses. Com esta evolução, a despesa em restaurantes pode ser 5% inferior ao que seria em Portugal. Também é possível usufruir de um dos hotéis de quatro estrelas mais altos do mundo, como o Rose Rayhaan by Rotana, por menos de 60 euros por noite num quarto duplo.

Bombaim, Índia

O Portal da Índia é um dos monumentos mais visitados de Bombaim.

Os guias turísticos dizerem que junho não é o mês ideal para visitar Bombaim, na Índia. A época das monções começa nesse mês, por isso é de esperar chuva todos os dias se visitar a cidade indiana durante o verão português. É por isso que se conseguem bilhetes de ida e volta por pouco mais de 400 euros.

Os custos dos voos aliam-se às baixas despesas com refeições e alojamentos. A maior cidade indiana tem muito para visitar – desde o bairro de Kala Ghoda, rico em museus, às praias de Girgaon –, mas também pode ser um trampolim para explorar a nação.

Telavive, Israel

As praias mediterrânicas de Telavive são muito apreciadas. Na imagem, o hotel Dan sobre a praia Frishman. Fotografia:
israeltourism/flickr.

As agências de viagens raramente promovem Israel como um destino de férias. “A aparente normalidade habitual da vida quotidiana em Israel não deverá fazer esquecer que o país se encontra numa situação de conflito, caracterizada por ações terroristas aleatórias”, alerta a secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas do Ministério dos Negócios Estrangeiros, que desaconselha as regiões junto à Faixa de Gaza, à Líbia e à Síria.

Para quem gosta de praia, Telavive é reconhecida pelas suas praias mediterrânicas. Além disso, a cerca de duas horas, é possível banhar-se no Mar da Galileia, de água doce, ou, para os mais aventureiros, no Mar Morto, de água salgada.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)