Salários

Rendimento das famílias portuguesas ainda abaixo de 2008

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Portugal é um dos países onde o rendimento dos agregados familiares se mantém a níveis inferiores a 2008, indicou a Comissão Europeia no relatório trimestral.

António Cotrim/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

Portugal é um dos países onde o rendimento dos agregados familiares se mantém a níveis inferiores a 2008, indicou esta segunda-feira a Comissão Europeia no relatório trimestral sobre a evolução do emprego e da situação social na União Europeia.

No relatório, Bruxelas assinala que a situação financeira dos agregados familiares da União Europeia (UE) continuou a melhorar a uma taxa de crescimento anual de cerca de 1,5%, impulsionada sobretudo por um aumento do rendimento do trabalho, e que, até à primeira metade de 2017, quase todos os Estados-membros continuaram a registar um crescimento do rendimento dos agregados familiares, com exceção de alguns países, como Portugal.

Além de em Portugal, também na Croácia, na Grécia, em Itália, em Espanha e na Holanda, o rendimento disponível bruto das famílias continuava a ser inferior ao nível de 2008, ano apontado como o do início da crise.

Segundo a última edição do relatório trimestral sobre a evolução do emprego e da situação social na Europa, o emprego na UE no terceiro trimestre de 2017 continuou a crescer a um ritmo mais sustentado do que o previsto, apoiado por um forte crescimento económico e acompanhado de uma diminuição da taxa de desemprego, tendo aumentando 1,7% em relação ao ano anterior.

Entre os países que mais contribuíram para a diminuição da taxa de desemprego conta-se Portugal, que registou a segunda maior quebra (2,4% até aos 7,8%) a seguir à Grécia (2,7% para 20,7%).

Portugal destaca-se também na lista de países que mais reduziu o desemprego de longa duração no terceiro trimestre de 2017, sendo o segundo em termos de variação percentual (menos 1,9%) atrás de Espanha (2%).

O relatório revela também que o desemprego na UE está progressivamente a aproximar-se dos níveis anteriores à crise. O desemprego diminuiu cerca de 8,6 milhões desde o seu pico registado em abril de 2013, ficando abaixo dos 18 milhões em dezembro de 2017 e atingindo, assim, o seu nível mais baixo desde novembro de 2008.

“O crescimento está de volta à Europa. O emprego na UE atingiu o seu nível mais elevado de sempre, com mais de 236 milhões de pessoas ativas. A taxa de desemprego, por seu turno, está a diminuir de forma constante. É altura de tirar o máximo partido desta dinâmica económica positiva e dar substância aos novos direitos mais eficazes que estabelecemos no Pilar Europeu dos Direitos Sociais: condições de trabalho justas, igualdade de acesso ao mercado de trabalho e proteção social adequada”, defendeu a Comissária responsável pelo Emprego, Assuntos Sociais, Competências e Mobilidade Laboral, Marianne Thyssen, citada em comunicado.

O relatório salienta ainda a subida constante da taxa de emprego da faixa etária 20-64 anos ao longo dos últimos três anos, situando-se nos 72,3% no terceiro trimestre de 2017, a taxa mais elevada de sempre, e a melhoria de 0,8% na produtividade laboral na EU, comparativamente com o terceiro trimestre de 2016.

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