O presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, foi esta quarta-feira ouvido na 15.ª secção do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa.

Luís Filipe Vieira chegou ao DIAP por volta das 14h, acompanhado pelo advogado. A Procuradoria-Geral da República confirmou ao Observador que o presidente do Benfica foi ouvido na qualidade de arguido no âmbito de um inquérito em que se investiga a eventual prática de um crime de difamação. Em causa estará o jogo entre o Benfica e o Desportivo das Aves, já no decorrer desta época.

No passado mês de novembro, numa grande entrevista dada à Benfica TV, Luís Filipe Vieira alegou que, nesse jogo, apareceram “quatro capangas identificados” com o FC Porto.

“A prova mais flagrante foi nas Aves. Todos identificados com os Super Dragões, a dizer ‘partíamos estes gajos todos’…No final do jogo não foram adeptos do Benfica [que criaram confusão], foi aquela tropa. Disse à GNR que o meu carro ia à frente do autocarro porque se estava a passar alguma coisa e eles eram responsáveis, alguém do Benfica teve menos sorte e partiram-lhe a carrinha toda”, acusou, na altura, o presidente do Benfica.

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Na mesma entrevista, Luís Filipe Vieira falou pela primeira vez sobre as buscas feitas a sua casa no âmbito do caso Apito Dourado e pediu uma “fatura elevada” para aqueles que “tentaram enxovalhar a marca mais prestigiante deste país e reconhecida mundialmente”. Na altura, o presidente do Benfica realçava que era importante para o clube a realização “desta investigação”.

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