A Guatemala vai transferir a sua embaixada em Israel de Telavive para Jerusalém em maio, seguindo a decisão norte-americana, anunciou o presidente da Guatemala, Jimmy Morales, no domingo em Washington. “De acordo com as minhas instruções, dois dias após a transferência pelos Estados Unidos da sua embaixada, a Guatemala transferirá de modo permanente a sua embaixada para Jerusalém”, declarou Morales na conferência anual do Comité Israelo-Americano de Assuntos Públicos (AIPAC), um influente grupo pró-israelita nos Estados Unidos.

“Quero agradecer ao presidente (norte-americano Donald) Trump por ter mostrado o caminho”, adiantou sob aplausos. Morales disse ainda que a decisão “prova o apoio e a solidariedade contínua da Guatemala em relação ao povo de Israel”, referindo que está certo de que “muitos outros países seguirão a nossa via”.

Morales anunciou a 25 de dezembro a transferência da embaixada da Guatemala para Jerusalém, tornando-se o primeiro país a seguir a decisão norte-americana, anunciada por Trump a 6 de dezembro. No dia 23 de fevereiro, o Departamento de Estado indicou que previa abrir a nova embaixada em Jerusalém a 14 de maio, para coincidir com o 70.º aniversário da criação do Estado hebraico.

Dos 193 países que integram a Assembleia-Geral da ONU, 128 aprovaram a 21 de dezembro uma resolução condenando a decisão norte-americana de mudar a embaixada em Israel, entre os quais aliados dos Estados Unidos como a França e o Reino Unido. Apenas sete pequenos países, entre os quais a Guatemala e as Honduras, alinharam com os Estados Unidos e Israel.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita, Emmanuel Nahshon, congratulou-se com o anúncio do presidente Morales. “A decisão de transferir em breve a vossa embaixada para Jerusalém é corajosa e visionária”, escreveu na rede social Twitter.

Israel ocupou Jerusalém Oriental em 1967 e anexou-a em 1980, contra a posição da comunidade internacional. Os palestinianos reivindicam Jerusalém Oriental como capital do futuro Estado da Palestina a que aspiram. O consenso internacional é que o estatuto de Jerusalém seja acordado em negociações entre israelitas e palestinianos.