Entrevista

A entrevista a Nuno Markl em 31 tweets

Em entrevista ao Observador, o humorista e argumentista falou da infância passada nos anos 80 que serviu de inspiração para a série que criou, "1986", que se estreia esta noite na RTP1.

O humorista Nuno Markl esteve, esta terça-feira, no Observador

No dia da estreia de “1986”, Nuno Markl esteve na redacção do Observador. Em entrevista, recordou o processo de criação desta nova série e falou da sua infância, dos detalhes que o inspiraram para criar a história e as personagens. E recordou a paixoneta pela funcionária do videoclube do bairro onde cresceu, em Benfica.

Eu era ridículo nem coragem tinha para lhe perguntar o nome. E os filmes que eu alugava também tinham a ver com a impressão que queria provocar nela. Pornografia não dava, por exemplo”, afirmou.

A série tem como cenário acontecimentos da época, e aborda em particular as eleições presidenciais que ocorreram nesse ano, que colocaram frente a frente Freitas do Amaral e Mário Soares. Algo que o marcou quando era criança e que fez questão de transportar para o pequeno ecrã — ainda hoje se lembra do que custou ao pai, um historiador de arte comunista, votar em Mário Soares.

Os miúdos de hoje querem lá saber de política. ‘1986’ é uma espécie de tributo em que ligávamos às coisas, em que tínhamos disponibilidade para acompanhar as eleições, ou o top disco.”

Markl parece estar sempre a regressar aos anos 80, mesmo depois de ter ficado “esgotado” com a “Caderneta de Cromos”.

É a teta nostálgica em que todos gostamos de mamar. Há várias maneiras de chuchar nessa teta. Podes chuchar para obter lucro. Ou por uma questão de aconchego.”

Este constante regresso ao passado não faz com que o humorista olhe para o presente de uma forma negativa. Mesmo depois de toda a polémica com os YouTubers. “O que me fez confusão nos youtubers foi um episódio que o meu filho estava a ver… o problema é não terem noção que grande parte do público deles tem a idade do meu filho. Num episódio diziam: ‘Quando a tua mãe te for acordar de manhã manda-a para o…’”

Ainda assim, tem pena que o filho não consiga viver os tempos de liberdade que se viveram nos anos 80 e 90.

Uma das coisas que celebramos é a capacidade de haver grupos que iam explorar coisas. Vivíamos em bandos, e agora está cada um em casa com a sua consola e perdeu-se esse convívio de grupo. E tenho pena que o meu filho não tenha isso.”

A primeira temporada da série ainda agora vai estrear, mas Nuno Markl já está a pensar numa segunda. “Uma eventual segunda temporada vai ser passada no verão. Gostávamos que fosse uma espécie de ‘Verão Azul’.”

Ainda esta terça feira vai poder ler e (re)ver na íntegra a entrevista aqui no Observador.

Sobre a infância

Sobre a carreira e a série “1986”

Sobre os anos 80

Sobre o filho e a polémica dos YouTubers

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