Montepio

PSD quer que Governo proíba entrada da Santa Casa no Montepio

O PSD vai entregar no parlamento um projeto de resolução que pede ao Governo que proíba a entrada da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa no capital de Montepio Geral.

MIGUEL A.LOPES/LUSA

Lisboa, 23 mar (Lusa) — O PSD vai entregar esta sexta-feira no parlamento um projeto de resolução que pede ao Governo que proíba a entrada da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) no capital de Montepio Geral, reiterando a sua posição contra esta operação. “O PSD é contra a possibilidade da SCML pôr dinheiro, comprar capital, do Montepio Geral, não entendemos esta obstinação do senhor provedor da SCML em entrar no capital do Montepio”, criticou o vice-presidente da bancada do PSD, Adão Silva, em declarações aos jornalistas no parlamento.

O deputado do PSD salientou que o Governo “tem tido uma posição de concordância” quanto a esta operação, o que classificou como “inaceitável”. “Nós pensamos que o Governo está a andar mal quando autoriza que a Santa Casa possa entrar no capital do Montepio e, por isso, entregaremos hoje mesmo no parlamento um projeto de resolução que recomenda ao Governo que proíba a SCML de entrar no capital dos bancos e, no caso vertente, do Montepio Geral”, anunciou Adão Silva.

Os projetos de resolução não têm força de lei, sendo apenas recomendações ao Governo. Em entrevista à TSF e ao Diário de Notícias, o provedor da instituição, Edmundo Martinho, confirmou que a SCML vai entrar no capital da Caixa Económica do Montepio Geral. O provedor da SCML adiantou que o negócio será fechado nas próximas semanas e “entrará numa dimensão que está em linha com o que a própria associação mutualista decidiu na semana passada de autorizar a direção da mutualista a alienar até 2% do seu capital”.

De acordo com a TSF, a Santa Casa não vai entrar sozinha naqueles 2%, avançando com outras misericórdias e Instituições Particulares de Segurança Social (IPSS) para alcançar o investimento necessário, sendo que o valor a entregar pela SCML pode chegar no máximo aos 30 milhões de euros, ou seja 4% do ativo da instituição.

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