Os três prisioneiros norte-americanos que foram libertados esta quarta-feira pelas autoridades da Coreia do Norte já aterraram em Washington. À chegada do avião à base aérea militar de Andrews, durante a madrugada (cerca das 02h00 locais), Kim Dong Chul, Kim Hak-song e Kim Sang Duk — que viajaram de regresso aos EUA acompanhados pelo Secretário de Estado Mike Pompeo — tinham à sua espera o presidente norte-americano e a primeira dama, Melania Trump.

Donald Trump tinha prometido uma receção em grande aos homens que estiveram detidos na Coreia do Norte durante períodos de 1 a quase 3 anos. E, apesar da hora tardia a que o voo chegou a Washington, o chefe de Estado tinha já montado um cenário em que se destacava uma bandeira dos EUA gigante, pendurada entre duas gruas. O chefe de Estado, acompanhado pela mulher, entrou no avião, onde conversou alguns minutos com os três homens. Pouco depois acabaram a sair todos juntos, tendo à sua espera na pista do aeroporto o vice-presidente Mike Pompeo e a mulher Karen.

Já fora do avião, um dos três homens, confessou o que sentiam naquele momento. “É como um sonho e estamos muito, muito felizes”, declarou Kim Dong Chul. Apoiado por um tradutor, o norte-americano contou que, durante o período em que estiveram detidos na Coreia do Norte, foram tratados “de muitas maneiras diferentes”, relembrando que foram sujeitos a trabalhos forçados, mas que também receberam tratamentos médicos quando foi necessário.

Na mesma ocasião, Trump aproveitou para dirigir algumas declarações de apoio e solidariedade à família de Otto Warmbier, o norte-americano que tinha sido libertado pelo regime norte-coreano num estado vegetativo e que acabou por morrer alguns dias depois.

Uma bandeira gigante aguardava os três antigos prisioneiros norte-americanos à chegada na base aérea de Andrews, junto a Washington. (SAUL LOEB/AFP/Getty Images)

À saída, Trump comentou as intenções de Kim Jong-un. “Acredito que ele quer fazer algo”, afirmou, “penso que ele quer trazer o seu país para o mundo real”. Sobre o encontro entre os dois líderes, que tem estado a ser preparado ao mais alto nível, o presidente norte-americano está convicto de que tem condições para correr bem.

[A cimeira] será um enorme sucesso. Nunca se chegou tão longe, nunca tivemos uma relação como esta. Podem mesmo acontecer coisas muito importantes, é a nossa expectativa.”

A libertação, após vários apelos, inclusivamente do presidente dos EUA, está a ser vista como um gesto de boa vontade da Coreia do Norte a poucas semanas da anunciada cimeira entre os líderes dos dois países. Um encontro cujo local e data ficaram fechados também esta semana, durante a visita de Mike Pompeo a Pyongyang para tratar da libertação dos detidos norte-americanos.

Os três homens — Kim Dong Chul, Kim Hak-song e Kim Sang Duk (tamém conhecido por Tony Kim) — estiveram detidos na Coreia do Norte. O primeiro foi preso ainda antes de Trump ser eleito, em outubro de 2015, os outros dois foram detidos na última primavera, em abril e maio de 2017, detalha a CNN, num momento em que a tensão entre Washington e Pyongyang subia de tom.

Três americanos detidos na Coreia da Norte já estão de regresso aos EUA

(em atualização)