Durão Barroso

Durão Barroso escolhe duas mulheres para Bilderberg: Paula Amorim e Isabel Mota

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É tido como um dos mais influentes clubes do mundo, e todos os anos convida portugueses que se destacam na política, economia ou finanças. Este ano são duas mulheres: Isabel Mota e Paula Amorim

Paula Amorim é a presidente do Grupo Américo Amorim, um dos mais importantes da economia portuguesa, com uma fortuna calculada em cerca de 4 mil milhões de euros

HUGO AMARAL/OBSERVADOR

Serão duas mulheres a representar Portugal no encontro do grupo Bilderberg, que todos os anos reúne alguns dos mais importantes empresários, magnatas e políticos internacionais. A lista de convidados é exclusiva e habitualmente envolta em grande secretismo, mas ao que o Observador apurou serão a líder dos negócios da família mais rica do país e a presidente da Fundação Calouste Gulbenkian a viajar para Itália como representantes portuguesas na próxima reunião, que vai decorrer entre 7 e 10 de Junho, em Turim.

Os convites foram endereçados pelo ex-primeiro-ministro e ex-presidente da comissão Europeia Durão Barroso, atual presidente não-executivo da Goldman Sachs, e que sucedeu a Francisco Pinto Balsemão como membro permanente do steering comite, o comité de diretores que organiza os encontros anuais.

Ao contrário de outros anos, em que os convidados portugueses são uma espécie de previsão de “quem vai ser quem” no futuro mais ou menos próximo, desta vez a escolha recai em duas figuras com percurso já solidificado. Paula Amorim é a presidente do Grupo Américo Amorim, um dos mais importantes da economia portuguesa, com uma fortuna calculada em cerca de 4 mil milhões de euros. Foi a sucessora do pai, Américo Amorim, não só nos destinos do império da família mas também como presidente do conselho de administração da Galp. Esta é, aliás, uma das empresas controlada pelo grupo, que controla também, por exemplo, a Corticeira Amorim, líder mundial do setor da cortiça.

Isabel Mota está no Conselho de administração da Fundação Calouste Gulbenkian desde 1999, órgão a que passou a presidir desde maio do ano passado. Tem um lugar não executivo na administração do Santander Totta, foi conselheira da Reper (Representação permanente de Portugal em Bruxelas) em 1986, na altura da adesão de Portugal à CEE e, entre 1987 e 1995, integrou elencos governativos como secretária de Estado do Planeamento e Desenvolvimento Regional, tendo nas mãos o dossier da negociação dos Fundos Comunitários.

Mota e Amorim juntam-se assim à lista de convidados portugueses que é sempre alvo de curiosidade, análise e especulação, sobretudo ao nível da política, porque ao longo dos anos era tida como um indicador de quem seriam os líderes do futuro. Tirando Pedro Passos Coelho — que foi convidado mas não participou –, passaram pelo palco de Bilderberg todos os mais recentes chefes de governo e líderes da oposiçã,  ainda antes de entrarem em funções: foi o caso do atual primeiro-ministro António Costa, que participou no encontro de 2008 juntamente com… Rui Rio. Foi também o caso de António Guterres, Pedro Santana Lopes, José Sócrates e, claro, do próprio Durão Barroso. Também o atual Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa por lá passou, tal como Paulo Portas, Manuela Ferreira Leite, António José Seguro, Vítor Constâncio ou Teixeira dos Santos.

As reuniões de Bilderberg começaram em 1954 na Holanda, num hotel que acabou por dar nome ao grupo. Tido como um dos mais influentes palcos do lóbi — às vezes chamado de “governo sombra mundial” — estes encontros, preparados na maior discrição, juntam todos os anos algumas das figuras mais promissoras do mundo na economia, finança e política para uma série de conferências onde se discute (e se decide?) tudo o que marca a agenda internacional.

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