O presidente venezuelano Nicolas Maduro acusou na sexta-feira o seu homólogo colombiano de fomentar alegadas “provocações” de natureza militar de modo a arrastar os dois países para um conflito que justifique a intervenção americana, foi divulgado este sábado.

O governo colombiano de Juan Manuel Santos está a fomentar incidentes militares e provocações a partir da Colômbia, e também dentro do território venezuelano, com o objetivo de desencadear um conflito” entre os dois países, acusou Nicolas Maduro durante uma reunião com militares, segundo a agência France Presse.

“Dirijo-me às forças armadas e policiais colombianas para que elas não se prestem às manobras do seu presidente em exercício (…) que gostaria de desencadear um conflito armado para o benefício do imperialismo norte-americano e contra a República soberana da Venezuela“, afirmou Maduro.

Não devemos baixar a guarda por um momento”, acrescentou.

As acusações do chefe de Estado venezuelano acontecem na véspera da segunda volta das eleições presidenciais na Colômbia, o primeiro desde a paz com as ex-guerrilheiras FARC. Juan Manuel Santos não pode voltar a concorrer depois de dois mandatos consecutivos desde 2010.

Nicolas Maduro convidou o sucessor do atual presidente colombiano a “corrigir” os “grandes erros de Juan Manuel Santos”, que resultaram, segundo ele, nas piores relações de “200 anos” entre os dois vizinhos.

O presidente Maduro instruiu o comandante das operações estratégicas, o general Remigio Ceballos, para que tome “as medidas necessárias com vista a (…) aniquilar quaisquer provocações ou incidentes que o governo cessante da Colômbia possa levar a cabo para minar as relações entre a Venezuela e a Colômbia”.

As acusações de Maduro contra as autoridades colombianas são frequentes e Santos é apresentado por seu homólogo venezuelano como um “lacaio” dos Estados Unidos.