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Transferir a sede do Infarmed de Lisboa para o Porto vai custar 17 milhões de euros, mas é possível que, ao fim de 15 anos, consiga gerar poupanças na ordem dos 8,4 milhões. Esta é uma das conclusões de um relatório do grupo de trabalho encarregue de avaliar o impacto da mudança daquela entidade, a que o Jornal de Notícias teve acesso, e que valida a transferência da sede para a cidade nortenha, apesar da forte oposição que ainda existe a esta decisão.

“Não se verificam impedimentos absolutos para a deslocalização do Infarmed para o Porto”, lê-se no relatório do grupo de trabalho citado pelo JN. O mesmo documento defende mesmo a remodelação e construção de novas infra-estruturas como a chave para uma melhoria de desempenho da instituição, reforçando a necessidade de ter uma estratégia vencedora que proteja os recursos humanos da empresa.

Este relatório técnico veio dar mais força à decisão que o primeiro-ministro António Costa anunciou assim que se soube que a Invicta tinha perdido a corrida à Agência Europeia do Medicamento, ao dar ao ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, um documento técnico que justifica a argumentação.

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Ao que tudo indica, a nova sede da agência nacional do medicamento, irá ocupar o edifício da Manutenção Militar, junto à zona Fluvial, — é o único que tem o tamanho necessário e que  a Câmara Municipal do Porto tem à disposição. Segundo o mesmo relatório técnico está prevista a construção de outros dois edifícios, a juntar-se ao complexo já existente. Essa nova construção, se somada aos custos inerentes da deslocalização, deverá ter um custo de 17 milhões de euros. O valor pode parecer intimidante, mas o relatório desvaloriza.

A renda mensal do espaço em Lisboa ronda — depois de aplicado o princípio de onerosidade pela Direção-Geral do Tesouro e Finanças — 1,26 milhões de euros por ano. No Porto, esse valor cairá para os903 mil euros e é por causa disso que se estima que no espaço de 15 anos haja poupanças na ordem dos 8,4 milhões de euros.

Dois anos e meio é o tempo previsto para as obras de relocalização e, diz o relatório, esse tempo será mais que suficiente para elaborar uma estratégia de minimização do impacto da eventual saída de trabalhadores por causa da deslocalização.