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Acordo do Eurogrupo melhora sustentabilidade a longo prazo da dívida da Grécia

O acordo do último Eurogrupo para conclusão do terceiro resgate grego e as medidas de alívio da dívida "melhoram a sustentabilidade a longo prazo" da dívida pública da Grécia.

JENS BUETTNER/EPA

O acordo do último Eurogrupo para conclusão do terceiro resgate grego e as medidas de alívio da dívida “melhoram a sustentabilidade a longo prazo” da dívida pública da Grécia, considerou esta terça-feira a agência de notação Fitch.

“O panorama político na Grécia tornou-se mais estável ultimamente e o país melhorou as suas relações com os credores europeus. Estes desenvolvimentos reduzem o risco de grandes reversões a nível político”, afirma a agência numa nota de análise divulgada esta terça-feira.

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Segundo a Fitch, a ‘almofada’ financeira com a qual o país pensa fazer frente às suas necessidades de financiamento até 2020 e a extensão dos empréstimos do segundo resgate facilitarão o regresso da Grécia aos mercados na era pós-memorando e reduzirão as dificuldades de refinanciamento.

Apesar destes sinais positivos, a agência de notação adverte que o compromisso de Atenas de manter um excedente primário de 3,5% até 2022 levantará “desafios políticos” no futuro e destaca que os atrasos no programa de privatizações podem travar a recuperação económica do país.

Entre as recomendações da Fitch está a atração de investimento privado, algo que considera “crítico” para impulsionar as perspetivas de crescimento.

Na nota divulgada, a agência recorda que, ao longo dos últimos oito anos em que esteve sob assistência financeira, a Grécia efetuou profundas reformas no seu sistema laboral, tributário, de Segurança Social, de pensões e na Administração Pública, tendo ainda feito privatizações, sérios ajustamentos fiscais e um saneamento do seu setor bancário, o que implicou grandes sacrifícios por parte da população grega. Como resultado, conseguiu passar de um cenário de recessão (em 2010 o Produto Interno Bruto — PIB caiu 5,5%) para um crescimento de 1,4% em 2017 e recuperar de um défice de 11,2% para um excedente de 0,8%.

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Os analistas da Fitch assinalam ainda que a evolução grega está em linha com a previsão que fizeram na sua última avaliação, em fevereiro, na qual reviram em alta o ‘rating’ da dívida soberana grega de B- para B (ainda assim abaixo do nível de recomendação de investimento), com uma perspetiva positiva. A próxima avaliação da Fitch relativamente à Grécia está prevista para agosto.

Na segunda-feira, já a Standard & Poor’s (S&P) tinha melhorado a sua avaliação da dívida grega de B para B+, com perspetiva estável, destacando que a extensão da maturidade dos empréstimos gregos acordados na semana passada no Eurogrupo, associado à ‘almofada’ financeira com a qual o país fará frente às necessidades de financiamento até 2020, melhoraram o perfil da dívida do Estado.

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