Ryanair

Ryanair pode ter que pagar mais de 33 milhões de euros em compensações

Há já 120 mil passageiros que afetados pela greve da Ryanair na Europa e as compensações a pagar pela companhia podem ultrapassar os 33 milhões de euros. O reembolso chega aos 600 euros por pessoa.

Pelo menos 17 voos da Ryanair foram cancelados esta quinta-feira nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro

Getty Images

As compensações aos mais de 120.000 passageiros em vários países da Europa que já foram afetados pela greve da Ryanair podem ultrapassar os 33 milhões de euros. De acordo com um comunicado da AirHelp, uma empresa especializada na defesa dos direitos dos passageiros aéreos, os clientes da companhia aérea devem exigir compensações monetárias pelos cancelamentos ou atrasos significativos de voos durante os oito dias de paralisação.

A AirHelp desmistifica ainda algumas notícias que davam conta de que, neste caso específico, não se aplicava o cenário de compensação monetária, já que “como os cancelamentos de voos foram causados por circunstâncias extraordinárias, não são aplicáveis compensações”. No entanto, o Tribunal de Justiça da União Europeia decidiu este ano que “uma ‘greve selvagem’ de pessoal de uma companhia aérea (…) não constitui uma circunstância extraordinária”.

No caso de atrasos superiores a três horas, cancelamentos de voos ou qualquer impedimento de embarque, os passageiros podem ter direito a uma compensação de 600 euros por pessoa, para além de qualquer agendamento de novo voo ou reembolso do bilhete. Para isto, o motivo da perturbação tem de ser total responsabilidade da companhia – o que se verifica no caso da Ryanair – e o direito à compensação financeira tem de ser reclamado no prazo de três a contar a partir da data do eventual voo. De forma mais simples: em caso de tempestade ou emergência médica, algo completamente alheio à companhia, os passageiros não têm o direito de exigir compensações.

Já se os passageiros ficarem retidos no aeroporto durante mais de duas horas, as companhias aéreas são ainda obrigadas a garantir refeições, bebidas, acesso a comunicações e acomodação, se necessário.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: mfernandes@observador.pt
10 de junho

A função social da esquerda /premium

Rui Ramos

Talvez a direita, noutros tempos, tenha tido o papel de nos lembrar que não somos todos iguais. As reacções ao discurso de João Miguel Tavares sugerem que essa função social é hoje da esquerda.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)