Caso Ricardo Robles

Bloco de Esquerda apoia Ricardo Robles e diz que vereador assegurou “os direitos de todos”

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Em comunicado enviado às redações, a Comissão Política do BE afirma que "a conduta do vereador Ricardo Robles em nada diminui a sua legitimidade na defesa das políticas públicas que tem proposto".

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

A Comissão Política do Bloco de Esquerda diz que, “enquanto coproprietário de um imóvel, Ricardo Robles manteve com todos os seus inquilinos uma relação inteiramente correta, assegurando os direitos de todos”.

Num comunicado enviado às redações em resposta à notícia do Jornal Económico que dá conta de que Robles pôs à venda por 5,7 milhões um prédio que comprou à Segurança Social em 2014 por 347 mil euros, o órgão de coordenação do partido sublinha também que “é falsa a realização de qualquer venda”.

“Assim, a conduta do vereador Ricardo Robles em nada diminui a sua legitimidade na defesa das políticas públicas que tem proposto e continuará a propor”, assinala o comunicado do Bloco de Esquerda.

Esta tarde, o vereador do Bloco de Esquerda na Câmara Municipal de Lisboa já tinha justificado que a operação de venda não foi especulativa e que procedeu “de forma exemplar”.

“É falso que tenha havido qualquer despejo e considero que procedi de forma exemplar. Não há nada de reprovável na minha conduta”, afirmou aos jornalistas.

Em conferência de imprensa, Robles explicou que adquiriu o prédio em 2014 a meias com a irmã com o objetivo de parte ser habitada pela irmã, que, emigrada na Bélgica, se preparava para regressar a Portugal, e a outra parte ser arrendada.

Porém, a irmã de Robles acabou por casar com um alemão na Bélgica e voltou atrás com a ideia de regressar a Portugal. Por isso, os dois irmãos decidiram colocar o prédio à venda.

O edifício foi avaliado por uma agência imobiliária em 5,7 milhões de euros e esteve à venda durante seis meses. Depois de ninguém o ter comprado, foi retirado do mercado.

Já depois da polémica, Ricardo Robles anunciou que tenciona passar o prédio para propriedade horizontal, permitindo que ele e a irmã possam fazer o que entenderem com as suas partes. Robles afirmou ainda que não quer vender a sua parte, mas sim arrendá-la.

Em causa estão também algumas frações do prédio que se encontravam ocupadas — uma por habitação e outras com estabelecimentos comerciais. Robles garante que foi além do que a lei lhe exige, garantindo habitação ao casal de idosos que lá reside por uma renda de 170 euros por mês e regularizando o seu contrato.

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