As 103 pessoas que seguiam a bordo do avião que se despenhou esta terça-feira no México sobreviveram, confirmou o governador de Durango, José Aispuro, numa conferência de imprensa. O voo comercial, da companhia aérea mexicana Aeromexico, partiu do Estado de Durango em direção à Cidade do México mas despenhou-se pouco depois da descolagem, a 300 metros da pista. Não há registo de mortos, mas sim de 85 feridos ligeiros e dois graves.

O acidente terá ocorrido pelas 22h de Lisboa e terá sido motivado por uma súbita rajada de vento, que provocou uma descida brusca da aeronave. O governador de Durango informou que já todos os passageiros tinham sido localizados. “O mais importante é que nenhuma pessoa perdeu a vida”. O piloto é o ferido que está numa situação considerada mais crítica, embora estável. Estava a ser submetido a uma operação a uma lesão cervical. Depois de 98 pessoas terem passado por um serviço hospitalar para serem observadas, às 3 da manhã (hora de Lisboa) havia ainda 49 passageiros hospitalizados, embora seja expectável que a maioria tenha apenas ferimentos ligeiros, segundo o governador.

O diretor da agência de defesa civil da cidade de Durango, Israel Solano Mejia, disse à Foro TV que o avião “levantou do chão, mas caiu de nariz” a apenas algumas centenas de metros do fim da pista. “A maioria dos passageiros deixou o avião pelo seu próprio pé” pelas mangas de evacuação, revelou Mejia.

O avião foi evacuado antes de se incendiar. A maioria dos passageiros conseguiu sair rapidamente pelo seu próprio pé. Entre as 103 pessoas a bordo, quatro eram tripulantes e 99 passageiros, incluindo-se 11 menores. A Aeroméxico informou em conferência de imprensa que iria transportar gratuitamente os familiares dos passageiros feridos, para os poderem acompanhar.

O governador referiu que uma rajada de vento atingiu o avião pouco depois de descolar, fazendo com que a aeronave perdesse velocidade e atingisse o solo com a asa esquerda, atingindo ambos os motores. O avião imobilizou-se na posição horizontal, o que permitiu que as saídas de emergência laterais fossem utilizadas e que todos os passageiros e tripulantes pudessem escapar antes do incêndio que deflagrou no seu interior.

De acordo com o site Planespotters.net, o Embraer 190 — avião de médio alcance fabricado no Brasil — tinha cerca de 10 anos de idade e já tinha pertencido a outras duas companhias aéreas antes de integrar a frota da Aeromexico em 2014. A Reuters refere que esta companhia aérea não regista nenhuma fatalidade há uma década.

No ano passado, ocorreram 66 acidentes e 173 incidentes com aviões no país. Os números são avançados pela associação de pilotos do México, que considerou que este número é “preocupante” e pediu mais supervisão das escolas de voo, mais fundos para manutenção supervisão das frotas e menos horas de voo para os pilotos.