O PCP e o CDS pediram explicações ao Governo sobre a nova estrutura acionista do Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal, que viu a Altice reforçar a sua posição.

O Estado passou a deter 33% e passará a indicar dois membros do Conselho de Administração, incluindo o Presidente, ao passo que a Altice usou o seu direito de preferência e reforçou a sua posição, passando a deter 52% do capital.

O Governo deve dar explicações sobre a forma como isto aconteceu, sobre como este contrato de parceria público-privado (PPP) permite que tenha acontecido exatamente o oposto que o governo tinha definido”, afirmou o deputado comunista João Oliveira.

Já o CDS acusa o Governo de “faltar à verdade”, depois do desfecho do negócio. O líder parlamentar, Nuno Magalhães, acusou o executivo de “desorientação” na gestão do dispositivo.

“Como devem imaginar, o CDS nada tem contra os privados, mas tem o dever de anunciar, mais uma vez, que o primeiro-ministro e o ministro da Administração Interna faltaram à verdade, faltaram com aquilo que disseram e as trapalhadas e descoordenações são sucessivas”, apontou o líder parlamentar centrista.