Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

No início de 2017, 85% dos condutores ingleses afirmavam estar inclinados a adquirir um veículo eléctrico. Esta posição vale o que vale, mas indicia no mínimo uma certa abertura a novos conceitos e a experimentar novas tecnologias, que é tudo o que os construtores que apostam na electrificação pedem. Porém, passado apenas um ano, eis que as respostas começam a mudar radicalmente.

A Venson Automotive Solutions veio a público com dos seus  inquéritos, em que apenas 15% dos inquiridos admitia estar decidido a comprar um veículo alimentado a energia eléctrica, o que envolvia desde carros particulares a automóveis de serviço.

Isto significa que, em apenas um ano, os potenciais clientes dos carros eléctricos caíram de 85% para apenas 15%, dando origem a uma dor de cabeça para os fabricantes de automóveis, todos eles – sem excepção – a apostar na mobilidade eléctrica. E, mais grave do que isto, 19% afirmaram recusar-se a avançar para um eléctrico até existir uma outra alternativa.

Para esta posição muito contribui a falta de postos de carga, a curta autonomia e os custos de carregamento, se bem que este último ponto revele uma falta de conhecimento sobre a matéria. Isto é tão mais grave quanto o Reino Unido aposta seriamente uma passagem a curto prazo para os veículos eléctricos, o que será impraticável caso os condutores não estejam receptivos. E nos carros das empresas o panorama é ainda mais “negro”, uma vez que apenas um em cada 10 admite comprar um carro a bateria.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR