O PCP entregou esta quinta-feira no Parlamento um requerimento para exigir a presença do Ministro da Saúde na Comissão de Saúde “com caráter urgente”. Os comunistas querem que o Governo preste esclarecimentos perante os deputados sobre “a situação atual” do Sistema Nacional de Saúde e se pronuncie sobre as recentes demissões em bloco em várias unidades hospitalares. Nomeadamente, as renúncias dos diretores e chefes de serviços do serviço de urgência de obstetrícia do Hospital Amadora Sintra e, mais recentemente, de todos os diretores e chefes de serviço do Centro Hospitalar Gaia/Espinho.

Demissão em bloco no Hospital de Gaia: 52 diretores e chefes de serviços saem em protesto

Os comunistas queixam-se ainda do encerramento de camas, ocorridos especialmente “nos meses de verão”, e de “blocos de partos que obrigaram a transferência de parturientes para outros hospitais, nalguns casos longe da sua residência”. Além destas situações, o PCP nota ainda que no setor da saúde o Orçamento do Estado não está a ser cumprido.

A tudo isto se soma o facto de o Governo continuar a não cumprir integralmente com o estipulado no Orçamento do Estado no que respeita ao descongelamento das diferentes carreiras do SNS e, no caso dos enfermeiros do pagamento do suplemento remuneratório aos enfermeiros especialistas como havia sido acordado com as organizações representativas destes trabalhadores”, lê-se no requerimento.

Mas, claro, os deputados comunistas também não se esquecem das PPP. Na nota, pedem ainda explicações sbre “a decisão do Governo de prolongar por mais dois anos o contrato da PPP de Cascais.” Algo que, especificam, “merece a rejeição veemente do PCP”.

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Segundo o diploma, todas estas falhas “concorrem para a fragilização da resposta pública e do SNS e, concomitantemente, servem para aumentar as transferências para o setor privado”, algo que para o PCP é inaceitável.

A rentrée comunista acontece apenas neste fim-de-semana, na Festa do Avante, mas o partido tem tentado dar os primeiros sinais de recomeço. Na primeira semana de trabalho parlamentar deste último ano de legislatura, o partido parece apostar em fiscalizar os governantes.

Impasse na CGD. PCP chama Mário Centeno ao Parlamento

Já na terça-feira, o PCP tinha enviado um requerimento a Assembleia da República para chamar Mário Centeno à Comissão de e Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa a propósito do impasse na Caixa Geral de Depósitos.