Estados Unidos da América

EUA/Eleições: Incerteza no Arizona, possível recontagem na Flórida e segunda volta no Mississipi

Depois das intercalares, mantém-se a incerteza sobre o resultado para o Senado no Arizona, está garantida uma segunda volta no Mississipi e na Flórida é possível que se proceda à recontagem dos votos.

MIKE NELSON/EPA

Dois dias depois das eleições intercalares norte-americanas mantém-se a incerteza sobre o resultado para o Senado no Arizona, está garantida uma segunda volta no Mississipi e na Flórida é possível que se proceda à recontagem dos votos.

Uma candidata republicana, cuja vitória parecia garantida no Arizona na corrida ao Senado dos EUA viu na quinta-feira a sua rival democrata assumir a liderança num momento em que os votos estão quase todos contados, segundo resultados oficiais.

Se a democrata Kyrsten Sinema, de 42 anos, derrotar Martha McSally, de 52, apoiada por Donald Trump, a maioria republicana no Senado pode vir a ser menos clara do que aquela apontada na madrugada eleitoral. Sinema liderava a votação na noite de quinta-feira com mais de nove mil votos à frente da sua adversária republicana, de acordo com a contagem do Secretariado do Estado do Arizona.

Os republicanos já asseguraram a maioria na câmara alta do Congresso em Washington, com 51 assentos contra 46 para democratas e independentes; contudo, a extensão da sua vitória está neste momento em jogo, uma vez que uma outra corrida para o Senado, na Flórida, pode obrigar à recontagem dos votos.

Naquele estado, o republicano Rick Scott continua à frente de seu oponente democrata por 0,22 pontos percentuais. Na Flórida, a lei obriga a uma recontagem caso a vantagem do primeiro para o segundo candidato não for de pelo menos 0,5 pontos percentuais.

Rick Scott, governador no final do seu mandato, enfrenta o senador democrata Bill Nelson por uma posição no Senado em Washington. Scott disse na quinta-feira que fez uma queixa contra dois funcionários eleitorais, por suposta fraude.

A ameaça de uma recontagem na Flórida lembra os desenvolvimentos dramáticos que ocorreram em partes daquele estado durante a eleição presidencial de 2000. O processo foi então suspenso pelo Supremo Tribunal dos Estados Unidos e George W. Bush derrotou o democrata Al Gore na Flórida por 537 votos e venceu a eleição presidencial.

O presidente Donald Trump apoiou o candidato republicano Rick Scott. “As autoridades estão a analisar outro grande escândalo de corrupção relacionado com a fraude eleitoral nos condados de Broward e Palm Beach”, disse Trump. “A Flórida votou em Rick Scott!”, enfatizou o Presidente norte-americano.

No Mississippi, nenhum candidato alcançou a marca de 50%, pelo que haverá lugar a uma segunda volta no dia 27 de novembro.

Antes das eleições intercalares de terça-feira, o Partido Republicano tinha apenas uma pequena maioria no Senado, com 51 lugares conquistados contra os 49 do Partido Democrata.

No Arizona, qualquer que seja o resultado final, a vitória será histórica: este estado nunca elegeu uma mulher senadora em Washington. Por outro lado, a democrata Sinema é a primeira candidata ao Senado assumidamente bissexual. Já a sua adversária, Martha McSally, apoiante das políticas de Trump, é a primeira mulher militar dos EUA a pilotar um caça.

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)