A apreensão pela Rússia de três navios Ucranianos no estreito de Querche, junto à Crimeia, este domingo, levou a comissão da NATO-Ucrânia a convocar uma reunião de emergência. Num comunicado divulgado esta segunda-feira, o secretário-geral da aliança militar, Jens Stoltenberg, afirma que os aliados e a comissão discutiram o problema diplomático e manifestam “total apoio à integridade e soberania territorial da Ucrânia”. 

Chamamos a Rússia a garantir o acesso desimpedido aos portos ucranianos e a permitir a liberdade de navegação da Ucrânia no mar de Azov e no estreito de Querche”, disse o secretário-geral da NATO.

“O presidente Poroshenko [Ucrânia] telefonou-me e pediu uma reunião da comissão da NATO-Ucrânia”, revela o secretário-geral. Devido ao acordo entre a aliança militar, à qual Portugal também pertence, e a Ucrânia, o país de leste pode pedir estas reuniões de emergência se considerar que “há uma ameaça direta à sua integridade territorial, independência política ou segurança”. Na reunião, “todos os aliados” manifestaram o apoio à Ucrânia.

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No comunicado, Stoltenberg afirma que não há “nenhuma justificação” para se utilizar força militar contra navios ucranianos e membros da marinha do país e diz à Rússia para os “libertar de imediato”. Segundo o máximo representante da NATO, este episódio de domingo é “uma lembrança” de que “está a decorrer na Ucrânia uma guerra há mais de quatro anos”. Stoltenberg lembrou que “desde 2014 que todos os aliados condenam as ações agressiva na Rússia” [ano em que se realizou o polémico referendo que levou à anexação do território].

O responsável da NATO afirmou ainda que a organização militar vai continuar a prestar “apoio prático e político à Ucrânia e ao seu povo” e que já foram impostas sanções à Rússia pelas sua ações.