Estrasburgo

Número de mortos no ataque em Estrasburgo sobe para cinco. Vítima estava em morte cerebral

A quinta vítima mortal do atentado que ocorreu em Estrasburgo na última terça-feira estava em morte cerebral. Há ainda 11 feridos. Chérif Chekatt, principal suspeito, foi abatido pela polícia.

RONALD WITTEK/EPA

Subiu para cinco o número de mortos do atentado no mercado de Natal de Estrasburgo, na França, que ocorreu na última terça-feira. Tratava-se da vítima que estava em estado de morte cerebral, avançou o Le Monde, que acrescentou ainda que a vítima era um homem de nacionalidade polaca. Há ainda 11 feridos, alguns em estado grave.

“O meu irmão Barto Pedro Orent-Niedzielski acaba de nos deixar. Ele agradece-vos o vosso amor e a força que lhe deram”, escreveu no Facebook o irmão do residente em Estrasburgo de 36 anos, originário de Katowice, na Polónia.

Os ponteiros do relógio marcavam as 19h50 de terça-feira quando as ruas do mercado de Natal do centro histórico de Estrasburgo, em França, eram percorridas por vários moradores e turistas. No meio da multidão, um indivíduo vestido de negro caminhava pela rue des Orfèvres, quando começou a disparar de forma indiscriminada contra as pessoas que por ali passavam. Primeiro disparou, esfaqueando de seguida mais visitantes.

O autor do atentado, Chérif Chekatt, foi localizado no bairro de Neudorf, em Estrasburgo esta quinta-feira à noite e de seguida morto pelas autoridades. O terrorista esteve cerca de 48 horas em fuga, tendo ainda sido detidas sete pessoas por suspeita de terem ajudado o principal suspeito a fugir. Os pais e dois irmãos de Chekatt foram libertados no sábado sem acusações, perante a ausência de elementos que os incriminassem, e este domingo outras duas pessoas próximas do autor do ataque foram libertadas, também sem acusações, ao passo que a sétima pessoa continua detida.

Numa entrevista, o procurador-geral da República, Rémy Heitz, confirmou que o homem gritou “Allahu Akbar!” (Alá é grande!) enquanto disparava indiscriminadamente sobre a multidão que passava pelo mercado. “Tendo em conta o sujeito, a sua forma de operar, o seu perfil e os testemunhos daqueles que o ouviram gritar ‘Allahu Akbar’, a política anti-terrorista foi chamada a intervir neste caso”, confirmou Rémy Heitz.

Chérif Chekatt era de nacionalidade francesa e já estaria a ser vigiado pelas autoridades antes do atentado. Esta sexta-feira, o ministro do Interior francês, Christophe Castaner, afirmou que as investigações concluíram que o suspeito não integrava nenhuma rede terrorista e não teve ajudas durante a fuga. Sobre a reinvindicação do Estado Islâmico deste atentado, o ministro disse ser “totalmente oportunista”. “Não é a reivindicação totalmente oportunista do Daesh (acrónimo árabe do Estado Islâmico) que muda seja o que for. Havia aqui um homem que alimentou o mal dentro de si”, disse Castaner.

No entanto, este domingo, o pai de Chérif Chekatt confirmou que o filho era defensor dos ideais grupo Estado Islâmico (EI). “Se me tivesse contado o que ia fazer, tê-lo-ia denunciado à polícia”, disse, em entrevista à France 2, o pai do autor do ataque terrorista, Abdelkrim Chekatt, confirmando que este simpatizava com o grupo autodenominado Estado Islâmico.

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