Serviço Nacional de Saúde

Médicos podem cancelar consultas se sistema informático falhar

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Sindicatos estão a recomendar a médicos que cancelem consultas sempre que surjam falhas no sistema informático que lhes dá acesso ao historial do paciente ou à prescrição de exames ou consultas.

MARIO CRUZ/LUSA

Os médicos estão a ser aconselhados a cancelar consultas quando o sistema informático apresentar falhas para tarefas como aceder ao registo clínico do paciente ou prescrever exames ou medicamentos, noticia o Público na sua edição desta quinta-feira. A recomendação tem sido feita pelos sindicatos com o argumento de que essas falhas condicionam o nível de acesso a informação vital para o especialista e consequente decisão.

Tratando-se de falha informática que impeça a consulta do processo prévio do doente, existe um considerável aumento do risco profissional, na medida em que potencia a ocorrência de situações de erro médico”, alerta a Federação Nacional dos Médicos (Fnam).

O tema estará na agenda da reunião marcada para esta quinta-feira entre a federação e o presidente dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), entidade responsável pela gestão do sistema informático do Serviço Nacional de Saúde. Em causa, explicam, está o facte de o sistema informático que dá apoio aos médicos estar a falhar “com frequência”. Por isso, e não havendo as “ferramentas indispensáveis” que permitam fazer o diagnóstico ou definir o tratamento adequado, “deve o médico remarcar a consulta dentro das disponibilidades das marcações já efetuadas”, recomendam.

O mesmo tinha sido proposto pelo Sindicato Independente dos Médicos (SIM) numa nota divulgada no início de dezembro. “Não deverão ser realizadas consultas médicas perante falha do sistema informático ou impossibilidade de registo informático.” Uma decisão que pode obrigar um universo considerável de pacientes a novas deslocações a centros médicos ou hospitalares e consequente aumento das listas de espera para consultas ou exames.

Para os responsáveis sindicais, esta é também uma forma de alertar para “a situação dramática que se vive no Serviço Nacional de Saúde” e para o risco de maus diagnósticos por parte dos médicos. É também um aviso para os profissionais: “Estamos a alertar os médicos: se não denunciarem as condições precárias que vivem podem ser responsabilizados em caso de problema”, reforçam.

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