Angola

Presidente de Angola apela ao investimento dos Emirados Árabes Unidos

O presidente angolano manifesta-se “otimista” em relação ao futuro de África. Acrescenta que o sonho do desenvolvimento “é realizável” se houver apoio dos outros países.

João Lourenço, Presidente da República de Angola

AMPE ROGÉRIO/LUSA

O Presidente angolano apelou a empresários dos Emirados Árabes Unidos (EAU) para investirem “sem medo” em Angola, “país de grandes oportunidades” e que, em pouco tempo, “criou um ambiente de negócios favorável”, noticia esta quarta-feira a agência Angop.

João Lourenço respondia a questões colocadas num painel sobre o Futuro e Desenvolvimento de África com o seu homólogo do Mali, Ibrahim Boubacar Keïta, na abertura da Cimeira sobre Futuro Sustentável, enquadrada na Semana da Sustentabilidade de Abu Dhabi, iniciada na segunda-feira e que termina no sábado.

Priorizando as áreas de exploração petrolífera, turismo, agricultura e indústria, João Lourenço indicou, porém, que o investimento é bem-vindo “em qualquer outro domínio”.

O chefe de Estado de Angola lembrou outra prioridade do executivo que lidera, o “combate efetivo” à corrupção e à impunidade, com o objetivo de moralizar a sociedade e melhorar o ambiente de negócios.

Segundo João Lourenço, a corrupção é um dos “maiores males” com que “a classe política, ou parte dela”, lidava na gestão do erário público e que, como consequência, acabava por afetar a sociedade, no seu geral.

A aposta na diversificação económica, insistiu, “é fundamental” para priorizar a redução da dependência do petróleo, pelo que, no apelo aos empresários dos EAU, o Governo está a incentivar uma maior presença do setor privado na economia do país e “reduzir a excessiva intervenção do Estado”.

Antes das perguntas do empresariado local, e numa intervenção de fundo na cimeira mais centrada sobre o continente africano, João Lourenço defendeu que, para se desenvolver, África terá de vencer os desafios do analfabetismo, eletrificação e industrialização.

“África precisa de vencer três grandes desafios: acabar com o analfabetismo, eletrificar-se e industrializar-se para se desenvolver. Para isso, precisamos de (…) mão de obra qualificada, quadros superiores, cientistas e investigadores, valorosas peças de arte, matéria-prima em estado bruto, e até fortunas pessoais que deviam servir as nossas economias e que continuam a sair de África para o resto do mundo em condições desfavoráveis”, sublinhou.

Segundo João Lourenço, África precisa de fazer “o inverso”, atrair para o continente o que há de melhor no mundo, como o conhecimento, os avanços da ciência e da tecnologia, o capital, o investimento privado e ‘know-how’ para transformar localmente as matérias-primas.

“Por outras palavras, precisamos de industrializar o nosso continente. Só assim vamos criar riqueza e bem-estar para os nossos cidadãos e emprego como principal fonte para todas as oportunidades”, sustentou.

Manifestando-se “otimista” em relação ao futuro de África, o Presidente angolano indicou que o sonho do desenvolvimento “é realizável” se tiver em conta que outros continentes, como a Ásia, conseguiram dar o salto em menos de meio século”, passando de importadores a exportadores de alta qualidade.

João Lourenço, que regressou hoje de madrugada a Luanda, esteve desde domingo em Abu Dhabi, onde participou, na segunda-feira, como convidado de honra, na cerimónia de entrega do prémio Zayed para a Sustentabilidade.

Organizado pela Masdar, Holding de Desenvolvimento Sustentável de Abu Dhabi, o encontro contará com a presença de líderes mundiais ligados às políticas públicas e com investidores, que vão discutir e procurar soluções para os desafios do setor da energia.

Angola abriu uma representação diplomática nos EAU em 2004, através de um consulado geral, que passou, quatro anos depois, ao estatuto de embaixada. Os dois países cooperam nas áreas de petróleo, gás, agricultura, entre outras.

Angola e os EAU são membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e rubricaram dois acordos, em junho de 2015, sendo um de cooperação económica e técnica e outro de criação da comissão mista entre os Estados.

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