Psicologia

O dinheiro não traz mesmo felicidade. A satisfação sim, diz Nobel da Economia

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Daniel Kahneman, prémio Nobel da Economia 2002 e autor do livro "Pensar, depressa e devagar", diz que se andamos realmente à procura da felicidade, não estamos a procurar no sítio certo.

Daniel Kahneman dedicou-se durante muito tempo a estudar a felicidade

Craig Barritt/Getty Images for The New Yorker

Quantas vezes já ouviu que dinheiro não traz felicidade? Daniel Kahneman confirma que acontece na maior parte dos casos, mas não nega que a longo prazo garante satisfação. E é de satisfação, não de felicidade, que as pessoas andam à procura, afirma o psicólogo no programa “Conversation with Tyler”.

A felicidade e a satisfação são duas coisas diferentes, que têm de ser alcançadas por vias distintas, considera o prémio Nobel da Economia 2002. A felicidade é momentânea, a satisfação é de longo prazo. É por isso que considera que momentos bem passados com os amigos contribuem para a felicidade e sensação de bem-estar. Mas quem se foca na satisfação a longo prazo não tem necessariamente de dar prioridade aos momentos sociais.

Se não tem arranjado tempo para sair com os amigos, talvez seja apenas porque se tem preocupado em maximizar a satisfação consigo e com a sua vida. Confirma?

Se passar tempo com as pessoas de quem gosta lhe traz felicidade, o dinheiro nem tanto, continua o artigo do Quartz. A não ser que seja realmente pobre e não tenha dinheiro sequer para satisfazer as necessidades básicas, mas a partir daí ter mais dinheiro não o faz mais feliz. Por outro lado, ter dinheiro tem uma influência direta na sua satisfação com a vida.

E é isto que leva Daniel Kahneman a questionar se as pessoas querem realmente ser felizes e se estão a esforçar-se nesse sentido. Ou se, por outro lado, procuram mais uma satisfação geral com a vida que têm. Para o psicólogo, há pessoas que podem ter tido muitos momentos felizes na vida, mas nem por isso se sentem satisfeitos.

A companhia dos outros, especialmente daqueles que gostamos, traz felicidade, diz Kahneman. Mas não é isso que as pessoas procuram nas redes sociais. Não procuram amigos, nem relações, nem felicidade. O que procuram é mostrar uma aparência invejável, somar “likes” e “amigos”, em vez de passar real tempo com eles. E você, o que prefere: um polegar para cima virtual ou dar umas gargalhadas com um amigo?

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