Eleições Europeias

Rui Rio já fez o convite. Os pormenores estão acertados. Paulo Rangel é o candidato do PSD às Europeias

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O eurodeputado Paulo Rangel vai ser pela terceira vez consecutiva o cabeça-de-lista do PSD às Europeias. Candidato é apresentado na quinta-feira depois de Rio levar nome à Comissão Política Nacional.

Paulo Rangel é vice-presidente do PPE, família europeia do PSD

TIAGO PETINGA/LUSA

Está confirmado: não há duas sem três. Depois de muita especulação em torno do nome que Rio escolheria para encabeçar a candidatura do PSD, o eurodeputado Paulo Rangel vai mesmo ser pela terceira vez consecutiva o cabeça-de-lista do partido às eleições Europeias. E consegue o feito de ser o escolhido por três líderes diferentes: depois de ter sido o candidato de Manuela Ferreira Leite, em 2009, voltou a ser a escolha de Pedro Passos Coelho em 2014, e é também a escolha de Rui Rio para a corrida de 2019. O presidente do PSD já falou com o eurodeputado, os pormenores estão acertados e Rio vai levar o nome de Paulo Rangel à Comissão Política Nacional do PSD da próxima quinta-feira, 7 de fevereiro.

Para já, Rui Rio vai apresentar apenas o cabeça-de-lista, sendo os restantes elementos conhecidos só nos dias seguintes. Certo na lista em lugar elegível já estará também o eurodeputado e líder da distrital de Braga, José Manuel Fernandes. Nos bastidores do partido há listas e lugares que circulam desde o verão, com nomes como Isabel Meirelles ou Álvaro Amaro. Mas o único nome, para já, garantido é mesmo o de Paulo Rangel. Isto porque o presidente do PSD pode voltar a jogar o efeito-surpresa e anunciar nomes de que ninguém está à espera, como fez no caso da Comissão Política Nacional, por exemplo, onde surpreendeu (e foi criticado por isso), com a escolha de Elina Fraga.

Rangel venceu as eleições na primeira vez que concorreu a Bruxelas, em 2009, dando a Sócrates uma derrota que Ferreira Leite não conseguiu depois aproveitar. Em 2014, a liderar a coligação Aliança Portugal com o CDS (ao lado de Nuno Melo, que agora é seu adversário — tal como em 2009) ficou em segundo lugar. Ainda assim, o PS bateu a Aliança Portugal por apenas 3,75% dos votos, o que foi o princípio do fim de António José Seguro à frente do PS. A derrota de Rangel teve sabor a vitória e encheu um balão de oxigénio do PSD de Passos Coelho que viu a troika sair do país durante a campanha dessas eleições Europeias.

O processo de escolha do nome para as próximas Europeias foi gerido com grande discrição pelo presidente do PSD. Rio quis controlar o timing da revelação da personalidade escolhida e só formalizou o convite a Paulo Rangel poucos dias antes da revelação. Até lá e desde o verão passado, houve vários nomes a circular pelos bastidores como potenciais cabeças de lista, mas Rio acabou por manter o mesmo candidato, que hoje é também vice-presidente do PPE, a família europeia do PSD. Ainda no final do ano passado, durante o Congresso do Partido Popular Europeu, que decorreu em Helsínquia, o Observador questionava Rangel sobre essa matéria e a resposta foi quase sempre a mesma: “Não falo. Não falo. Não falo”. Rangel justificava a não resposta com um  “voto de silêncio sobre o processo eleitoral das Europeias”.  Pressionado sobre se se excluía de uma candidatura, a resposta era igualmente vaga: “Não digo que sim, nem que não, nem mais ou menos, nem se estou ou se deixo de estar. Nem excluo, nem me incluo“. Agora, o mistério está esclarecido.

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