Rádio Observador

Mercados Financeiros

Portugal paga juros mais baixos de sempre em emissão a 10 anos

222

IGCP colocou 1.000 milhões de euros em dívida pública a 10 e a 15 anos, que no caso do prazo mais curto obteve uma taxa de juro de 1,57%, a mais baixa de sempre em leilões a 10 anos.

JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

O Estado português colocou esta quarta-feira 1.000 milhões de euros em dívida pública a 10 e a 15 anos, uma emissão dupla que no caso do prazo mais curto obteve uma taxa de juro de 1,57%, a mais baixa de sempre em leilões a 10 anos. Em novembro, a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) tinha suportado um custo de 1,91% para emitir dívida a 10 anos. Também no prazo mais longo — 15 anos — os juros foram mais baixos do que na operação comparável anterior.

A emissão dupla obteve a totalidade dos mil milhões de euros que correspondiam ao máximo do intervalo que estava previsto conseguir com esta operação de financiamento — entre 750 milhões e 1.000 milhões. Mais de dois terços do total emitido foi ao abrigo da maturidade a 10 anos, com reembolso em junho de 2029, ao passo que no prazo de 15 anos foram colocados 295 milhões de euros, a uma taxa implícita de 2,05% — em julho de 2018 esta mesma linha com vencimento em abril de 2034 tinha sido utilizada, com uma yield de 2,257%.

O juro mais baixo com o qual o Estado português se tinha comprometido a pagar tinha sido 1,67%, em maio de 2018. Sem perspetivas imediatas de uma alteração na política monetária na zona euro, e com a Reserva Federal dos EUA a manifestar intenção de ser “paciente” com o ritmo de subida das taxas de juro, as yields da dívida pública continuam em níveis baixos — também a beneficiar do facto de o BCE continuar ativo no mercado através do reinvestimento dos juros que vão sendo pagos pelos títulos que estão na sua posse.

“Portugal volta a emitir divida de longo prazo com uma taxa inferior ao custo médio da sua dívida, esta tendência tem sido uma constante nos últimos meses e é extramente positiva para os interesses nacionais”, comenta Filipe Silva, diretor de gestão de ativos do Banco Carregosa, em nota difundida pelas redações. O especialista aponta que “apesar de estarmos numa altura em que assistimos a um abrandamento económico que levou as taxas das dívidas soberanas na Europa cair face aos valores que estavam no final do ano, o IGCP acaba por tirar partido deste momento de mercado para emitir dívida com sucesso”.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: ecaetano@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)