Um grupo de homens não identificados assaltou a embaixada da Coreia do Norte em Madrid, durante a noite de sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019. Os assaltantes terão sequestrado os funcionários norte-coreanos durante quatro horas enquanto reuniam computadores e documentos para roubar. A polícia espanhola confirmou ao El Confidencial que abriu uma investigação ao caso.

O assalto reveste-se de particular importância dado que as autoridades espanholas receiam o uso que possa ser dado às informações roubadas. Enquanto os serviços secretos espanhóis  investigam que tipo de informações estarão agora na posse desses homens. As unidades contraterroristas da polícia querem impedir que o material sirva para fins militares ou terroristas, particularmente durante a cimeira entre o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jon-Un, que começa esta quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019, no Vietname.

Com o crime a decorrer, uma trabalhadora, que se escondera dos criminosos, correu pelo bairro da embaixada (Aravaca, em Madrid) pedindo ajuda em coreano. Chamado ao local, um agente da Polícia Nacional dirigiu-se à embaixada, onde um “homem bem vestido, com um pin de Kim-Jon un [líder da Coreia do Norte]”, como o descreveu fonte policial, abriu a porta e garantiu que estava “tudo normal” no edifício.

A polícia espanhola manteve uma patrulha próxima da embaixada e viu os carros dos assaltantes deixar o local — um dos condutores seria o homem que abrira a porta a um agente minutos antes. Os funcionários norte-coreanos começaram a fugir da embaixada em seguida. Foi chamada uma ambulância para tratar de três feridos ligeiros quando já 15 carros patrulha protegiam a embaixada da Coreia do Norte.