Foi detido no sul de Espanha o maior traficante de droga português. Segundo a revista Sábado, Franklim Pereira Lobo foi capturado em Málaga no âmbito de um Mandado de Detenção Europeu emitido pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal. Desde 2016 que a Polícia Judiciária o procurava como suspeito da Operação Aquiles, que revelou ligações entre traficantes de droga portugueses e altos cargos da PJ, mas Franklim tinha conseguido fugir para Marrocos antes de ser detido. Foi encontrado quase três anos depois.

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Franklim Pereira Lobo tornou-se famoso depois de ter enganado a Polícia Judiciária, fugindo de um quarto de hotel onde estava a 16 de outubro de 1999. As autoridades julgavam que estava a ajudar a polícia a encontrar os traficantes de duas toneladas de cocaína. Em 2000 foi condenado à revelia a 25 anos de prisão, mas só em abril de 2004 é que foi encontrado em Espanha, onde levava uma vida de luxo e mantinha negócios no ramo imobiliário. Ainda assim, não ficaria atrás das grades: foi libertado graças a um pedido de habeas corpus e estabeleceu-se no Brasil.

Em 2005, Franklim Pereira Lobo ainda voltou a ser preso. Saiu e voltou aos tribunais em 2007 porque um erro processual obrigou à repetição do julgamento. Sete anos depois de ter sido condenado à pena máxima, acabou absolvido pelo mesmo tribunal, a 1ª Vara Criminal da Boa Hora, dos crimes de associação criminosa e tráfico agravado. Em maio de 2008 foi novamente absolvido na Boa-Hora, num processo de branqueamento de capitais.

Como recorda o Expresso, Franklim acabaria por ser preso de novo em 2009, por suspeita de tráfico de estupefacientes e associação criminosa. No bolso tinha uma folha com matrículas dos carros da Polícia Judiciária destacados para as investigações de tráfico de droga. Cumprida a pena, foi libertado.

Agora era procurado novamente, no âmbito da Operação Aquiles — a mesma que resultou na detenção de Carlos Dias Santos e Ricardo Macedo, ex-coordenadores da PJ. A ideia seria detê-lo na mesma altura, mas Franklim Pereira Lobo, que estaria a viver em Espanha, adiantou-se e fugiu para Marrocos, tendo estado em parte incerta até agora. Quase três anos depois, o maior traficante de droga português voltou à prisão.

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