O Museu da Criança de Indiana, nos Estados Unidos da América, conhecido por ser o maior museu dedicado a crianças do mundo, retirou três artefactos relativos a Michael Jackson da sua exibição: as luvas brancas, o chapéu Fedora e um póster assinado pelo cantor. Num comunicado do museu, divulgado pela CNN, a porta-voz do museu diz que a decisão foi reflexo da exibição do documentário “Leaving Neverland”, da HBO, que revela os alegados abusos sexuais do cantor.

“Por uma questão de precaução e em resposta à controvérsia resultante do documentário “Leaving Neverland”, que envolveu alegados abusos sexuais a crianças, removemos esses objetos enquanto refletimos sobre a situação, de forma mais cuidada”, disse Leslie Olsen, porta-voz do museu, não revelando se os objetos serão, ou não, repostos no futuro.

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Mas nem tudo o que está relacionado com Michael Jackson vai ser removido. O museu recriou o quarto de um rapaz que contraiu SIDA nos anos 80 devido a um tratamento ao sangue e as fotografias que ele tinha do cantor vão continuar expostas. Numa fase ainda inicial da doença, Ryan White foi impedido de voltar à escola pelos residentes da localidade onde vivia, por medo que contagiasse outras crianças. O rapaz acabou por morrer em 1990, antes de acabar o ensino secundário. Michael Jackson foi uma das personalidades que esteve presente no seu velório, que contou com mais de 1500 pessoas.

O museu recriou então, com a ajuda da mãe de Ryan, o seu quarto. Entre os pertences do rapaz destacavam-se algumas fotografias e posters assinados de Michael Jackson. A porta-voz do museu explicou que estes objetos vão continuar expostos pela importância que o cantor teve na vida do rapaz. “A família do Ryan descobriu a bondade de Michael Jackson e foi uma parte importante da história do Ryan. As fotografias da exibição vão ser sempre parte integrante da história de Ryan White”, explicou Leslie Olsen.

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