A líder da Frente Comum, Ana Avoila, disse esta sexta-feira que o primeiro-ministro “não ganhou a guerra” na questão dos professores e das outras carreiras especiais, ameaçando “lutar até ao fim” pelas reivindicações dos trabalhadores.

A dirigente sindical falava aos jornalistas no arranque da manifestação nacional que partiu cerca das 15h20 do Marquês de Pombal rumo à residência oficial do primeiro-ministro, António Costa, em São Bento.

Professores. PS, PSD e CDS chumbam recuperação dos nove anos

“Basta de congelamento, queremos o nosso aumento”, exigiam esta sexta-feira os manifestantes. A ação conta com alguns milhares de trabalhadores da administração pública de todo o país, entre os quais estão professores.

Questionada sobre o chumbo desta sexta-feira no parlamento da recuperação do tempo integral que esteve congelado na carreira dos professores, Ana Avoila considerou ser “uma etapa” e avisou que “a luta não está acabada” para todas as carreiras do Estado. “Esta votação que houve na Assembleia da República não é o fim de coisíssima nenhuma”, afirmou, acrescentado que os trabalhadores “não vão parar até conseguirem o objetivo”. Para a dirigente sindical, o Governo “tem todas as condições” para dar resposta às exigências dos trabalhadores da função pública e deve negociar “de forma séria”.

“Nós não estamos a fazer ações por ser campanha eleitoral, mas porque ainda há tempo”, defendeu Avoila.

A Frente Comum reivindica aumentos salariais, a revisão da Tabela Remuneratória Única, a contagem de todo o tempo de serviço, entre outras matérias.