Eleições Europeias

Rangel diz que Costa desautorizou Marques e acusa-o de ser arrogante e petulante

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O cabeça de lista do PSD diz que o primeiro-ministro desautorizou e desmentiu Pedro Marques ao dizer que há cortes nos fundos para Portugal na proposta da comissão. E introduziu a corrupção como tema

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

Paulo Rangel quer “dar uma lição a António Costa”, pois é ele o “candidato real” às Europeias, por oposição ao “virtual” Pedro Marques. Num jantar com militantes na Guarda, o cabeça de lista do PSD diz que António Costa veio esta sexta-feira “desmentir e desautorizar o candidato Pedro Marques“, ao “reconhecer que nos fundos de coesão havia cortes de 7% e que ia lutar contra as suas forças para que não haja“. Além disso, o candidato do PSD introduziu uma tema novo na campanha: o combate à corrupção. Lembrou que “o país já esteve mais de uma vez entregue à corrupção.” As declarações de Costa, diz Rangel, são “um atestado de menoridade ao seu candidato.”

Para Rangel os portugueses já “interiorizaram essa falha, essa incompetência e negligência” do Governo, ainda que agora “venha tentar emendar a mão e a oito dias das eleições contrariar o cabeça de lista do PS.” E atirou: “Isto não é uma forma séria de fazer política”.

Rangel diz que  Costa precisa de uma lição devido à sua “petulância, arrogância” e por ser alguém que “fala como se fosse o dono da verdade“. O candidato diz que o primeiro-ministro “orgulha-se de contas certas”, mas são “contas certas com políticas erradas”. E, voltando a falar na degradação questiona dos serviços públicos: “Se vivemos num país maravilhoso porque é que a saúde está pior e os transportes piores? Se os resultados são tão bons, porque os serviços públicos essenciais estão a funcionar tão mal?”

O candidato do PSD diz que é muito importante “combater a corrupção e a evasão fiscal” para que não sejam desviados recursos que são importantes para o financiamento público e do próprio orçamento da União Europeia. “Este país esteve por mais de uma vez entregue à corrupção“, com esquemas que retiraram “recursos públicos para enriquecimentos privados”. E exortou: “Temos de combater a corrupção e a evasão fiscal. Esta tem de ser um objetivo e uma meta, também, europeia”.

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