A 9 de abril, a margem foi curta, mas deu ao partido israelita de direita conservadora Likud, que tentava reeleger Benjamin Netanyahu como primeiro-ministro do país, uma aparente vitórias nas eleições legislativas. Com 26.46% e 35 deputados eleitos, contra 26.13% e os mesmos 35 deputados do partido liberal Blue and White, o Likud reclamou uma vitória mas, sem maioria, ficou a depender de alianças para formar governo.

Esta quarta-feira, depois de quase dois meses de negociações falhadas, o parlamento votou maioritariamente pela dissolução da Assembleia de deputados, assumindo  que o Likud não conseguiu aliados para formar governo. O país vai assim voltar a eleições no final do verão: o The New York Times aponta para “daqui a cerca de três meses” como data provável para o próximo sufrágio eleitoral, enquanto a BBC refere explicitamente setembro (presumivelmente, na primeira quinzena do mês).

Caso tivesse conseguido formar governo, Benjamin Netanyahu iniciaria o quinto mandato à frente dos destinos do país. A hipótese ainda não está descartada, dado que o político deverá voltar a ser o candidato do seu partido às próximas eleições legislativas, como já assumiu em declarações aos jornalistas:

Vamos fazer uma campanha eleitoral afiada mas limpa, que nos trará a vitória. Venceremos, venceremos e o público também vencerá”, referiu, citado pela BBC.

Nas últimas semanas, esperou-se que o anterior primeiro-ministro israelita conseguisse celebrar acordos de regime com outras formações de direita do país, isto apesar da crispação sentida numa campanha eleitoral em que Netanyahu fez fortes críticas ao líder do segundo partido mais votado, o general Benny Grantz. Apesar de ter prometido ser “o primeiro-ministro de todos” os israelitas, numa tentativa de conciliação pós-noite eleitoral, o político não conseguiu o apoio necessário para tomar posse.