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Haiti

Primeiro-ministro do Haiti condena violência em protestos que causaram pelo menos dois mortos

Milhares de haitianos acusam o Presidente Moise de corrupção política e pedem que se demita. Os protestos tornaram-se violentos e pelo menos duas pessoas morreram e várias ficaram feridas.

O número de mortos pode ainda subir, com grupos da oposição a apontarem para sete vítimas mortais e mais de 100 feridos

JEAN MARC HERVE ABELARD/EPA

O primeiro-ministro do Haiti condenou na segunda-feira a violência, que causou pelo menos dois mortos, durante as manifestações de domingo para exigir a demissão do Presidente Jovenel Moise.

“Ações lamentáveis que não puderam ser evitadas mancharam a jornada que terminou com a morte de duas pessoas e a destruição de alguns bens materiais”, afirmou na segunda-feira Jean Michel Lapin. “Lamentamos estas mortes ocorridas nestas circunstâncias e apresentamos sinceras condolências aos familiares das vítimas”, afirmou.

Milhares de haitianos saíram à rua em Port-au-Prince e nas principais cidades do país para denunciar a corrupção política e exigir a demissão do Presidente Moise. O primeiro-ministro haitiano felicitou a polícia pelo “excelente trabalho profissional” e advertiu que “o direito ao protesto é um direito constitucional, mas a violência não é aceitável”.

Um porta-voz do setor Democrático e Popular, que agrupa vários grupos da oposição e organizações sociais André Michel indicou à imprensa terem contado “sete mortos e mais de cem feridos”. O movimento Petrochalenger indicou que muitos agentes “criaram o pânico e mataram civis”.

A inspeção geral da polícia abriu um inquérito e “deu garantias de aplicação das sanções administrativas e judiciárias requeridas, caso os factos se revelarem verdadeiros”, disse um porta-voz da polícia Michel-Ange Louis Jeune.

Estas tensões surgem dez dias após a publicação, pelo Tribunal de Contas, de um relatório de mais de 600 páginas sobre a utilização dos fundos Petrocaribe, um programa de desenvolvimento apoiado pela Venezuela. Na segunda-feira, as ruas da capital estavam desertas, com a maioria das escolas e dos estabelecimentos comerciais encerrados.

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