O candidato à presidência da Mauritânia apoiado pelo partido no poder, Mohamed Cheikh El-Ghazouani, reclamou este domingo a vitória na primeira volta, numa declaração na presença do chefe de Estado cessante, Mohamed Abdel Aziz, segundo jornalistas presentes.

Mohamed Cheikh El-Ghazouani fez a declaração para uma multidão de apoiantes, na noite de sábado para domingo, baseando-se na contagem de 80% dos votos, justificou. Segundo uma fonte da Comissão Nacional Eleitoral Independente (CENI), o candidato obteve 50,56% dos votos, em 80% dos votos contados, continuando este domingo o escrutínio.

As assembleias de voto na Mauritânia abriram no sábado de manhã, às 08h00 de Lisboa, para a primeira volta das eleições presidenciais destinadas a escolher o sucessor de Mohamed Abdel Aziz, há 11 anos no poder e constitucionalmente impedido de se recandidatar.

Um total de 1.544.132 eleitores são chamados a votar num dos seis candidatos às presidenciais: Mohamed uld Ghazouani (que parte como o favorito), Sidi Mohamed uld Boubacar, Biram Dah Abeid, Mohamed uld Maouloud, Mohamed Lemine El Mourteji e Kane Hamidou Baba.

Observadores da Organização das Nações Unidas (ONU), União Africana e embaixadas internacionais, entre outros, foram convidados para observadores do ato eleitoral, além de organizações locais da sociedade civil, segundo a comissão eleitoral nacional independente (CENI) que supervisiona o processo.

Vários partidos acusam a Comissão Nacional Eleitoral de estar ao serviço do regime e mostram-se indignados pelo facto de o Governo ter rejeitado um pedido para convocar observadores internacionais para monitorizar as eleições presidenciais.

Se nenhum dos seis candidatos conseguisse maioria absoluta de votos, tem lugar uma segunda volta entre os dois mais votados, que está agendada para o próximo dia 6 de julho.