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Reino Unido

Meghan é “precipício” de Harry, os problemas de “Charlie boy” e a Rainha-mãe com “excesso de peso”. As farpas de Nigel Farage à Família Real

Líder do Partido do Brexit deixou críticas a vários membros da Família Real britânica em conferência à porta fechada. Rainha Isabel II é a única a merecer elogios: "Temos muita sorte por tê-la."

Nigel Farage é lider do Partido do Brexit

Getty Images

O líder britânico do eurocético Partido do Brexit, Nigel Farage, fez uma série de comentários negativos sobre vários membros da Família Real britânica, incluindo o príncipe Carlos, os duques de Sussex, Harry e Meghan, e a Rainha-mãe, Isabel Bowes-Lyon. As declarações foram feitas na Conferência de Ação Política Conservadora, em Sydney (Austrália), num evento à porta fechada, sem presença dos media. O jornal britânico The Guardian, contudo, teve acesso a uma gravação do evento onde é possível ouvir os referidos comentários.

A exceção às críticas foi a própria Rainha Isabel II, que Farage classificou como “uma mulher fantástica e inspiradora”. “Temos muita sorte por tê-la”, declarou o líder do Partido do Brexit no palco. Mas o elogio serviu de ponto de partida para atacar o resto da família: “No que toca ao filho dela, no que toca ao Charlie Boy [algo como “rapazinho Charlie”] e às alterações climáticas, meu Deus, meu Deus. A mãe dela, Sua Majestade mãe da Rainha, era uma consumidora de gin, fumadora inveterada e tinha um ligeiro excesso de peso e chegou aos 101 anos. Tudo o que posso dizer sobre o Charlie Boy, que está agora nos 70 anos é… (…) que a Rainha possa viver muito, muito tempo.”

O príncipe Carlos tem feito do combate às alterações climáticas um dos seus principais cavalos de batalha. Durante a visita de Estado do Presidente norte-americano Donald Trump ao Reino Unido, por exemplo, os dois tiveram uma conversa de hora e meia sobre o tema.

Para além das referências à Rainha-mãe e ao príncipe Carlos, Farage também terá aproveitado para criticar o príncipe Harry e sobretudo a sua mulher, Meghan Markle — e apontou mais uma vez uma questão relacionada com o combate às alterações climáticas. “Se quero que a Rainha viva muito tempo para que o Charlie Boy não se torne rei, também quero que o Charlie Boy viva ainda mais tempo e que o William viva para sempre para que o Harry nunca se torne rei”, declarou, mostrando-se assustado com a possibilidade de Harry — o sexto na linha de sucessão — chegar ao trono.

De seguida, enumerou uma série de características de Harry que via como positivas e que terão desaparecido desde que se casou com Meghan Markle: “Assustador! Tínhamos aqui o Harry, que era este jovem corajoso, barulhento, muito masculino. Metia-se em sarilhos, aparecia em despedidas de solteiro vestido de forma inapropriada, bebia demasiado e provocava todo o tipo de problemas. E para além disso, um oficial britânico corajoso, que fez a sua parte no Afeganistão. Era o membro da Família Real mais popular da nova geração dos últimos 100 anos”, classificou, referindo-se a algumas das polémicas que envolveram o príncipe como a festa em que apareceu com uma farda Nazi. “E eis que conheceu Meghan Markle e caiu de um precipício”, resumiu o líder eurocético.

Estamos a ignorar completamente o verdadeiro problema que a Terra enfrenta, que é o facto de a população mundial estar a explodir mas ninguém se atreve a falar sobre isso. Ninguém se atreve e o facto de o príncipe Harry ter dois filhos é irrelevante quando há 2,6 mil milhões de chineses e indianos neste planeta”, comentou Farage, referindo-se às notícias recentes do casal, que anunciou que irá ter apenas dois filhos para não agravar a situação climática.

Em reação à notícia do Guardian, um porta-voz de Nigel Farage afirmou que o jornal retirou as frases de contexto, dando como exemplo o caso da afirmação sobre a Rainha-mãe: “Isto não é um ataque à Rainha-mãe, de todo. É dizer que ela viveu até aos 101 anos, portanto a Rainha, que tem um estilo de vida muito melhor do que a Rainha-mãe, irá viver muito mais”, disse o responsável à agência Reuters.

O The Guardian, disse o mesmo porta-voz, “foi maroto”. “Estão a brincar com leviandade com isto”, acrescentou.

Artigo atualizado às 11h55 para substituir o termo “bebedoura” pelo mais correto “consumidora”

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