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Moçambique

Moçambique aumenta endividamento interno e adia consolidação para 2020, aponta Standard Bank

O Banco Standard só antevê consolidação orçamental a partir de 2020. O departamento salienta ainda a importância da paz no Moçambique, um processo que considera "irreversível".

O Banco Standard prevê ainda que o dólar aumente de valor face ao kwanza, em Angola

JON HRUSA/EPA

Autor
  • Agência Lusa

O departamento de estudos económicos do sul-africano Banco Standard prevê que Moçambique aumente o recurso ao endividamento interno para compensar o afastamento dos mercados internacionais e só antevê consolidação orçamental a partir de 2020.

“No seguimento do impacto negativo dos ciclones e dada a possibilidade de os custos das eleições de outubro derraparem, só vemos um regresso à consolidação orçamental no próximo ano e, como resultado, o recurso ao endividamento interno deverá continuar a aumentar”, escrevem os analistas.

No relatório de agosto sobre os mercados financeiros africanos, enviado aos clientes e a que a Lusa teve acesso, lê-se que “nos últimos anos, desde a revelação das dívidas ocultas em abril de 2016, o Governo tem controlado o défice orçamental através de um conjunto de medidas que inclui melhoramentos na coleta fiscal e cortes na despesa, incluindo o fim de subsídios”.

Para os analistas do Standard Bank, o facto de a inflação e a perspetiva de evolução da moeda terem melhorado “pode levar a cortes mais agressivos na taxa de juro”, que desceu em agosto para 12,75%.

A nível político, o Standard Bank considera que o processo de paz é “irreversível” e afirma que as perspetivas de uma eleição “pacífica” em outubro melhoraram com o acordo de paz assinado entre o Governo e a Renamo, no início deste mês.

Dólar vai chegar ao final do ano a valer 405,25 kwanzas

O Banco Standard prevê ainda que o dólar aumente de valor face ao kwanza, chegando ao final do ano a valer 405,25 kwanzas, refletindo um aumento de 3% por mês.

Os preços do petróleo desceram da barreira psicológica dos 60 dólares pela primeira vez em mais de seis meses, e se continuarem assim por um período longo isso pode amplificar as pressões de liquidez de moeda externa em Angola e da balança de pagamentos, levando o banco central a tolerar uma desvalorização mais acentuada do kwanza”, escrevem os analistas.

No mesmo relatório de agosto, os analistas do departamento de pesquisa deste banco sul-africano antecipam que é possível que o Banco Nacional de Angola mantenha a taxa de juro de referência nos 15,5% por mais algum tempo.

“Embora esta manutenção dos valores pareça alinhada com a convicção de que a inflação deverá fechar o ano perto da meta dos 15%, vemos a inflação a cair muito lentamente”, dizem os analistas, lembrando que a inflação teve um crescimento médio mensal de 1,1% na primeira metade deste ano, o que é metade da subida durante o mesmo período do ano passado.

“Isto permitiu que a inflação tenha abrandado para 17,3% em junho em Luanda face ao período homólogo de 2018 e para 16,9% a nível nacional, mais baixo que os 20,2% e 19,5%, respetivamente, registados durante o mesmo período de 2018”, concluem os analistas na parte dedicada a Angola.

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