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Brexit

Brexit. Boris Johnson insiste num novo acordo, mas Macron diz que é tarde demais

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Em Paris, Boris Johnson voltou a falar na vontade de alcançar um acordo. Mas será possível? Para Macron, não. Já não há tempo e o backstop é "indispensável".

AFP/Getty Images

“A nossa geografia fala por si”: Emmanuel Macron garante que França é amiga e aliada próxima do Reino Unido, mas, no que ao Brexit diz respeito — e, sobretudo, ao mecanismo de salvaguarda proposto para evitar uma fronteira física entre as Irlandas —, deixa claro a Boris Johnson que considera o backstop “indispensável”. A resposta de Johnson? “Eu quero um acordo e acho que conseguimos chegar a um bom acordo.”

O Presidente francês e o primeiro-ministro britânico encontraram-se na manhã desta quinta-feira em Paris e Macron disse também que é tarde demais para chegar ao tão falado deal antes de 31 de outubro — a data definida por Johnson para a saída da União Europeia.

Quero ser muito claro: durante o próximo mês, não vamos conseguir arranjar um novo acordo de saída muito diferente do original”, disse o Presidente francês.

Mas Johnson já tinha dito a Macron que também queria ser “muito claro” nas suas intenções de alcançar um novo acordo. “Completemos o Brexit, façamo-lo de forma sensível e pragmática pelos interesses de cada lado e não esperemos até 31 de outubro”, apelou o primeiro-ministro britânico no Palácio do Eliseu.

Johnson disse ainda que saiu “fortemente encorajado” do encontro de quarta-feira com Angela Merkel. Na Alemanha, a chanceler frisou a importância do backstop enquanto garante da paz na Irlanda, mas admitiu avaliar alternativas “práticas”, pelo que, assegurou, não é preciso renegociar o acordo de saída. Isto depois de o líder britânico afirmar perante Merkel que Reino Unido “não pode aceitar” o atual acordo e que o backstop “tem de sair” do texto.  

Boris Johnson tem manifestado de forma veemente nos últimos dias a intenção de eliminar o backstop e já propôs alternativas a Donald Tusk, o presidente do Conselho Europeu. Contudo, Tusk diz que estas soluções não são “realistas” e que aquela rede de segurança é para manter.

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