O FBI concluiu que Samuel Little é mesmo o maior serial killer da história dos Estados Unidos: os investigadores confirmaram 50 das 93 confissões que o homem de 79 anos fez no ano passado. A revelação surgiu esta segunda-feira. Numa nota publicada no seu site oficial, o FBI diz que, além dos casos já confirmados, considera que todas as confissões do ex-pugilista são credíveis e pede ajuda à população para chegar a mais dados sobre os crimes que estão ainda por confirmar.

Samuel Little ultrapassa, assim, o número de homicídios cometidos por figuras como Green River Killer, Ted Bundy e John Wayne Gacy. Little matou e violou mulheres pobres, algumas vezes prostitutas, quase sempre toxicodependentes, em pelo menos 14 estados norte-americanos, entre 1970 e 2005. No ano passado, quando confessou os 93 homicídios, estava já a cumprir três penas de prisão perpétua pelo assassinato de três outras mulheres, em Los Angeles, nos anos 80.

Durante muitos anos, Samuel Little achou que não seria apanhado porque ninguém queria saber das suas vítimas. Apesar de já estar preso, o FBI acredita que é importante fazer justiça para cada uma delas e fechar todos os casos possíveis”, diz Christie Palazzolo, analista criminal do Programa de Apreensão de Violência Criminal, na nota do FBI.

Apesar de a confissão de Little ter surgido em 2018, há muito que o FBI tentava reconstruir a sua ligação a outros casos suspeitos. Em cinco anos foi possível chegar às cinquenta vítimas agora anunciadas, mas há ainda dezenas de mortes por confirmar. Vários corpos nunca foram encontrados, apesar de o assassino confesso descrever com detalhe cada mulher, a forma como a matou e o lugar onde largou o corpo.

Também por isso, o FBI e os Rangers do estado do Texas divulgaram informação adicional acerca de cinco casos ainda abertos, “na esperança de que alguém se lembre de um pormenor que possa aprofundar a investigação”.