Perto de 6% dos empregos (5,6%) registados na Segurança Social em Portugal são ocupados por imigrantes. O número, avançado pelo Jornal Económico na edição desta semana, é o mais elevado da última década e equivale a um total de 193.663 postos de trabalho. Os dados são de junho do ano passado.

Com base no valor médio dos ordenados brutos em Portugal, e partindo do princípio que os imigrantes têm vencimentos 17% inferiores aos nacionais, isto significa que as receitas da Segurança Social com os empregos ocupados por estrangeiros deverão rondar os 750 milhões de euros por ano, explica o mesmo jornal. Um saldo que, de acordo com vários estudos, é positivo, esclarece João Cerejeira, professor de Economia da Universidade do Minho.

“Vários estudos indicam que o saldo para a segurança social de um imigrante — ou seja, a diferença entre o que contribui e o que recebe — é positivo”, disse ao Jornal Económico o especialista em mercado de trabalho. Segundo João Cerejeira, “num contexto de envelhecimento da população ativa portuguesa”, um maior número de imigrantes jovens “é sinónimo de melhoria do nível de sustentabilidade da Segurança Social portuguesa, “baseada num sistema de redistribuição dos ativos para os não ativos”.