A Skoda apresentou a quarta geração do Octavia que, embora continue a ser montado sobre a mesma plataforma (a MQB, que também serve o Golf 8), cresce em comprimento e em largura, mas mantém a mesma distância entre eixos (2,69 m). Ambas as carroçarias, Limousine e Break, medem 4,69 metros de comprimento e 1,83 m de largura, o que significa que a berlina é 19 mm mais comprida e a carrinha 22 mm.

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A marca checa do Grupo Volkswagen anuncia ganhos no capítulo da habitabilidade, sobretudo em largura (mais 4 cm nos lugares da frente), embora o espaço entre a cabeça e o tejadilho também tenha aumentado ligeiramente.

O volume da bagageira, tradicional cartão de distinção da marca de Mladá Boleslav, também sai beneficiado nesta nova geração, pois se já figurava entre os melhores da classe, agora vê os seus argumentos reforçados. A berlina acomoda mais 10 litros e a Break 30, face ao modelo que vêm substituir, anunciando uma volumetria de 600 e de 640 litros, respectivamente.

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Em termos de motorizações, a nova geração do compacto checo também dá um alto em frente, propondo uma gama muito mais completa que, não por mero acaso é muito similar à do novo Golf, reunindo alternativas para todos os gostos ou necessidades: além dos convencionais blocos a gasóleo e a gasolina, a oferta contempla opções a gás natural comprimido (1.5 TSI G-TEC com uma autonomia de 523 km e um total de 17,7 kg de gás natural); mild hybrid e um híbrido plug-in. Esta última variante é denominada Octavia iV, em linha com as designações que o fabricante identifica como electrificadas. Neste caso, o motor a gasolina 1.4 TSI de 156 cv é combinado com uma unidade eléctrica de 102 cv para disponibilizar uma potência total de 204 cv, passada às rodas da frente através de uma caixa automática de seis relações. O acumulador de iões de lítio que alimenta o motor eléctrico tem 13 kWh de capacidade, permitindo ao Octavia percorrer até 55 km em modo zero emissões, de acordo com o protocolo de medição WLTP.

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Ainda no domínio das motorizações, a Skoda aponta que as opções a gasóleo emitem até menos 80% de óxido de nitrogénio. Na realidade, tratam-se dos mesmos 2.0 TDI de quatro cilindros, com potências entre 116 e 200 cv, que equipavam a terceira geração do compacto checo. Contudo, usufruem agora de um sistema de tratamento dos gases de escape mais eficiente, bem como de combustão mais optimizada.

As alternativas a gasolina compreendem o 1.0 TSI EVO de 110 cv, o 1.5 TSI EVO de 150 cv e o 2.0 TSI de 190 cv. As duas primeiras variantes podem beneficiar da tecnologia mild hybrid de 48 V se equipadas com a transmissão automática de sete velocidades. De resto, a tracção é sempre dianteira, excepto nas motorizações mais possantes a gasolina e diesel (2.0 TSI e 2.0 TDI), acopladas de série à DSG de sete velocidades e a um sistema de tracção integral de tipo Haldex. Abaixo encontra uma síntese da oferta:

Em termos técnicos, nota ainda para o facto de a transmissão DSG de sete velocidades usar tecnologia shift-by-wire (funciona de forma electrónica, em vez de mecanicamente ligada à caixa), o que permite substituir a tradicional alavanca por um novo módulo de controlo localizado na consola central, com um pequeno comando para seleccionar os modos de accionamento, bem como um botão para o modo de estacionamento.

Enfoque na tecnologia

Se por fora o Octavia exibe a mais recente interpretação da linguagem de design da Skoda, por dentro são substanciais as alterações face ao modelo de 2017. A bordo, saltam de imediato à vista as alterações no tablier, com o compacto checo a alinhar pelos mais recentes lançamentos, como o Scala ou o Kamiq. O volante é novo e o painel de instrumentos foi redesenhado, sendo organizado em diferentes níveis, com um ecrã central independente. Opcionalmente, há a possibilidade de projectar os dados mais relevantes da condução no pára-brisas através do head-up display.

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Acenando à conectividade, o novo Skoda Octavia propõe quatro opções em termos de sistema de infoentretenimento, todas elas compatíveis com Android Auto, Apple CarPlay e MirrorLink. A versão mais básica configura-se num ecrã de 8 polegadas (sem navegação) e a de topo, denominada Columbus, ganha forma num display de 10,25 polegadas com navegação e funcionalidades mais avançadas, que incluem controlo por gestos ou reconhecimento de voz depois de “chamada” a Laura, o assistente digital da marca checa. Destaque ainda para o recurso a um eSIM no próprio sistema de infoentretenimento, o que significa que o compacto checo não só está sempre ligado como abre portas ao diferentes serviços online da marca.

No domínio da segurança e das ajudas à condução também há novidades. Estreiam-se funcionalidades como o assistente de prevenção de colisão, o aviso de saída involuntária da faixa de rodagem e a função de alerta de trânsito. A caminho da condução autónoma, o Predictive Cruise Control, juntamente com o reconhecimento de sinais de trânsito e o Lane Assist, bem como os sistemas Traffic Jam Assist e Emergency Assist, conjugam-se para mais facilmente o condutor poder retirar as mãos do volante.