Gigi Hadid pode vir a ser uma das juradas no julgamento do produtor de cinema Harvey Weinstein, em Nova Iorque, avançou a Reuters. A supermodelo de 24 anos foi esta segunda-feira chamada ao tribunal de Manhattan, juntamente com dezenas de potenciais jurados, para a fase inicial da seleção do júri de 12 elementos que irá avaliar o caso. Hadid afirmou já ter conhecido o produtor, garantindo conseguir ser imparcial.

No quinto dia da seleção, Hadid foi uma das duas pessoas que levantaram a mão quando o juiz James Burke, que está a presidir o caso, perguntou se algum dos presentes conhecia Weinstein, que é acusado de vários crimes sexuais supostamente cometidos ao longo da sua carreira. “Já conheci o acusado”, afirmou.

A sua mão voltou a erguer-se quando foi perguntado pelo mesmo juiz se alguém conhecia alguma das testemunhas que vão ser ouvidas. “Eu conheci Salma Hayek e possivelmente Ryan Beatty”, declarou, acrescentando: “Acho que mesmo assim sou capaz de manter a mente aberta em relação aos factos”.

Vários potenciais jurados foram dispensados por afirmarem não conseguir ser imparciais, sem darem uma razão.

Hadid, que vive em Manhattan e estudou psicologia criminal, está entre as 35 pessoas a quem foi pedido esta segunda-feira que voltassem na quinta-feira para a segunda fase de interrogatório, para a qual já foram convidadas, segundo Burke, citado pela Reuters, 108 das 360 pessoas que foram chamadas para a primeira fase. Para além disto, cada possível jurado têm ainda de responder a um questionário e poderá ser eliminado com base

A modelo, que tem mais de 51 milhões de seguidores no Instagram, chamou à atenção ao sair do tribunal. Ao ser interpelada por jornalistas, negou responder a perguntas. “Não estou autorizada a falar acerca do meu dever de jurada. Peço desculpa”.

Weinstein, de 67 anos, está acusado de cinco crimes ocorridos entre 2006 e 2013, entre os quais agressão sexual e violação em primeiro e terceiro graus, nos quais se declara inocente, garantindo que todos os atos foram consensuais. Apesar dos testemunhos de mais de 80 mulheres, o caso assenta sobretudo nas queixas de duas mulheres.

O julgamento começou no dia 6 de janeiro e caso seja declarado culpado, o produtor poderá ser condenado a prisão perpétua.

O julgamento acontece cerca de dois anos depois de o jornal The New York Times e de a revista The New Yorker terem publicado, em outubro de 2017, reportagens que denunciavam o escândalo sexual. Após a publicação destas, foi ainda criado o movimento #MeToo, que tem como objetivo denunciar casos de abuso, agressão e assédio sexual na indústria do entretenimento.