O IndieJúnior — Festival Internacional de Cinema Infantil e Juvenil do Porto, que arranca dia 28, vai ter 50 filmes em competição, alguns deles escolhidos por crianças e jovens dos 6 aos 18 anos, disse esta terça-feira a organização.

O festival, que vai na quarta edição e se estende até 2 de fevereiro, espalha-se pelo Teatro Municipal Rivoli, a Biblioteca Municipal Almeida Garrett, a Casa das Artes e a Reitoria da Universidade do Porto, com sessões dedicadas a escolas e famílias, tendo como tema “Viagem”.

“O festival nasceu por se querer criar experiências transformadoras que se estão a perder um bocadinho, como a experiência de ver um filme em sala e de não o fazer em casa. E a viagem faz parte da experiência cinematográfica. Sempre que entramos numa sala de cinema sabemos que vamos fazer uma viagem que muitas vezes é inesquecível”, descreveu, à agência Lusa Mafalda Melo da direção da IndieLisboa — Associação Cultural.

O IndieJúnior — Festival Internacional de Cinema Infantil e Juvenil do Porto terá 50 filmes em competição, entre longas e curtas-metragens, ficções, documentários e animações, sendo que a seleção contou com a colaboração de alunos do Colégio Nossa Senhora de Lourdes e Escola Carolina Michaelis, do Porto, bem como da Escola Secundária de Almeida Garrett e EB 2, 3 de Vila D’Este, concelho de Vila Nova de Gaia, no âmbito da iniciativa Eu Programo em Festival de Cinema, organizada em parceria com o Programa Paralelo do Rivoli.

Mafalda Melo explicou que “um festival dedicado a um público dos 0 aos 100 anos” é uma iniciativa “feita por e para futuros programadores” e que a oficina que tem vindo a ser desenvolvida com escolas “nasceu da vontade de saber o que as crianças gostam, quais os temas que lhes interessam, pondo-as a comunicar com o seu próprio público, deixando o bichinho e a vontade de explorar o cinema”. A edição deste ano, que foi apresentada hoje na Casa Comum da Reitoria da Universidade do Porto, também envolve projetos com o Instituto Politécnico do Cávado e do Ave, Escola Artística Soares dos Reis, Escola Profissional do Centro Juvenil de Campanhã, Osmope e Escola Secundária de Arouca, acrescentou a organização.

Além de conferências e oficinas, conversas com realizadores e debates, bem como a exposição “Ecos de Vigem” que poderá ser visitada na Biblioteca Municipal Almeida Garrett, o programa também conta com a rubrica “O Meu Primeiro Filme”, na qual a rapper Beatriz Gosta, o diretor da Casa do Cinema Manoel de Oliveira, António Preto, e a realizador Regina Pessoa foram convidados a escolher filmes, tendo selecionado, respetivamente, “O Clube dos Poetas Mortos”, “E.T. O Extraterrestre” e “Quimera do Ouro”.

O IndieJúnior deste ano fará uma viagem à obra do realizador Norman McLaren, descrito esta manhã pela diretora do festival, Irina Raimundo, como “precursor no cinema de animação, um experimentalista”. Outra das atividades destacadas esta manhã é o Cinema de Colo que, a 1 e 2 de fevereiro no auditório do Rivoli, terá várias sessões dedicadas a bebés com idade a partir dos três meses, porque, disse Irina Raimundo, “o colo é um transporte por excelência”, logo está intimamente ligado “à viagem do cinema”. Já Mafalda Melo destacou o Cine-Concerto, sessão de encerramento, a 2 de fevereiro, também no Rivoli, e de entrada gratuita, como “um momento de improviso com assinatura da Porta-Jazz que vai musicar o filme ‘O Barco’ de Buster Keaton”.

“Esta é a maior edição de sempre, com o maior número de filmes de sempre. É completamente diferente do consumo normal de cinema com viagens no tempo, três longas-metragens, uma de ficção e duas de animação. Convidamos escolas e famílias. Queremos que venham com filhos, sobrinhos e amigos”, disse Irina Raimundo.

As longas-metragens referidas são “Uma Colónia” a exibir a 31 de janeiro na Casa das Artes para maiores de 12 anos, “Jacob, Mimi e os Cães Falantes” e “A Extraordinária Viagem de Marrona”, ambos a 1 de fevereiro no Rivoli para 8 e 10 anos.