O jogo é simples: é preciso criar um vírus e espalhá-lo pelo mundo, com a Islândia e Madagáscar a serem sempre os sítios mais difíceis de contaminar. Agora, com o surto do novo coronavírus, o jogo renasceu das cinzas tal como tinha acontecido em 2014 durante uma epidemia de ébola.

Oito anos após o lançamento, o Plague Inc. está a tornar-se tão popular que os criadores do jogo sentiram necessidade de emitir um comunicado alertando que ele “não é um modelo científico”. Na China, epicentro do novo coronavírus, é um dos mais descarregados.

Segundo o jornal Guardian, que cita a empresa de analítica App Annie, no ranking geral das aplicações está em sexto lugar no top de jogos pagos na China.

“Plague Inc. foi lançado há oito anos e sempre que há um surto de uma doença há um aumento dos jogadores, com as pessoas a tentarem perceber mais sobre a forma como as doenças se espalham e a perceber a complexidade de um surto viral”, anunciou a Ndemic Creations. O jogo, sublinha a empresa, é para ser educativo e realista. “Não é um modelo científico e o surto do vírus é uma situação que está a ter um impacto sério num grande número de pessoas.”