O Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa admite condecorar o ex-secretário-geral da CGTP Arménio Carlos, na sequência da proposta apresentada pelo primeiro-ministro António Costa. Em alternativa, Marcelo diz que poderá ser a Intersindical a receber a condecoração a título coletivo. Será o próprio Arménio Carlos a decidir.

Em declarações aos jornalistas em Goa, no último dia da visita de Estado à Índia, Marcelo diz que tem de falar com Arménio Carlos quando regressar a Portugal. “Pareceu-me compreender que o condecorado, ou eventual condecorado, preferia uma homenagem coletiva”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

“Tenho de apurar isso, só é possível apurar falando com ele em Portugal, e há dois caminhos possíveis. Um caminho possível é, de facto, aceitar a condecoração. Aí, eu condecorarei, como condecorei antigos líderes de confederações, por exemplo, patronais”, afirmou o Presidente da República.

Se se tratar de uma condecoração coletiva, também não há problema, porque eu já condecorei, ou já estavam condecorados, praticamente todas as confederações patronais e a outra confederação sindical. Falta a CGTP, é sempre possível condecorar a CGTP e não o antigo líder”, acrescentou.

“O que faz sentido é, em primeiro momento, se a proposta do primeiro-ministro é ou não viável de concretização. Isso depende do agraciado”, resumiu Marcelo.

O primeiro-ministro, António Costa, anunciou no sábado, através to Twitter, que iria sugerir a Marcelo que condecorasse Arménio Carlos, que este fim de semana terminou as suas funções à frente da CGTP. Costa sublinhou os “serviços meritórios” praticados por Arménio Carlos “em defesa dos direitos do trabalho e dos trabalhadores”.

Arménio Carlos foi substituído nas funções por Isabel Camarinha, eleita no congresso da Intersindical para o cargo de secretária-geral.