O bastonário da Ordem dos Médicos defendeu esta quinta-feira que os casos de agressões aos profissionais de Saúde têm de ser “uma prioridade para a justiça” e que são necessárias mais condições de segurança nos locais de trabalho.

No primeiro Dia Europeu da Sensibilização para a Violência Contra Médicos e Outros Profissionais de Saúde, Miguel Guimarães lembrou a “grande escalada” que tem havido no número de agressões contra profissionais de saúde, nomeadamente médicos e enfermeiros insistindo na necessidade de combater as causas dessa violência.

Tem havido uma grande escalada naquilo que é a violência contra os profissionais, especificamente contra médicos e enfermeiros. Este dia serve para nos lembrarmos que é fundamental combater as causas que estão na génese deste aumento de conflitos entre profissionais de saúde e doentes”, sustentou.

Para o bastonário, a violência contra os profissionais da área da Saúde tem de ser uma “prioridade para a justiça”, sendo também necessário “criar mais condições de segurança para os profissionais no seu local de trabalho”.

Em comunicado, a OM destaca que o número de casos de violência contra profissionais de saúde não tem parado de crescer e que “falta uma estratégia política clara e forte para combater este problema”.

Segundo os dados da Direção-Geral da Saúde, até setembro do ano passado, tinham sido reportados 995 casos de agressões, contra os 953 de 2018. Em 30% das agressões, os médicos são as vítimas.

O bastonário preconiza que os casos de violência contra profissionais de saúde “têm que ser considerados prioritários pela justiça, rapidamente julgados e as suas decisões têm de ser públicas para que quem agride perceba que não passa impune”.

Esta quinta-feira foi lançada uma campanha nas redes sociais com frases de alguns dos médicos agredidos estando previstas algumas ações no terreno, logo que a pandemia do coronavírus permita retomar a normal atividade das instituições.

“Não, a violência não é normal!” é o mote desta campanha.