O Tribunal Judicial de Leiria condenou esta quinta-feira a mulher que viveu com o cadáver do pai durante pelo menos seis meses, nas Caldas da Rainha, a ficar internada por um período máximo de oito anos, tendo sido considerada inimputável e perigosa, avançou o Jornal de Notícias. Amália Mendonça, que foi absolvida do crime de burla informática, foi condenada pelos crimes de profanação de cadáver e de burla tributária.

Segundo a acusação, dada como provada, Amália foi viver com o pai, Jorge Mendonça, de 87 anos, nas Caldas da Rainha, em finais de 2015. O homem, que recebia uma pensão de aposentação mensal de 1167 euros, morreu dentro da residência e ali ficou.

Amália terá vivido naquela casa durante pelo menos seis meses após a morte do pai, que não foi declarada. No total, a filha terá usado “em seu proveito” para compras e outros pagamentos mais de 24 mil euros.

Quando foi encontrado pela polícia, após uma chamada da sobrinha da arguida, o corpo estava coberto por um pó de cor castanha, que, tal como se perceberia mais tarde, era café e chocolate em pó.